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O Barbeiro do Mal

Aí pessoal, tou faz tempo sem postar aqui, mas é que eu num tava muito legal, tava sem paciência mesmo, e acabei largando mão do blog. Mas aconteceu uma parada hoje que eu tenho que descrever pra vocês. Sério.

Quem me conhece sabe que faz um mês ou dois, eu tava cultivando uma barba. Maldita barba que não fechava, ela só crescia dos lados da cara, em baixo, e no bigode. Tinha mais falha que barba. Mas enfim. Acontece que eu enjoei dela, todo dia eu olhava no espelho e parecia que eu tava vendo um mendigo, descabelado, com a barba toda tosca e tals, e decidi botar um fim nisso.

Só que os caras que tem barba (e as meninas também, não vou discriminar as meninas barbadas, elas também são bem-vindas no meu blog) sabem que se ela tá grande, você não pode simplesmente tacar a lâmina de barbear e arrancar ela. Seguinte, se fizer isso, você fode a lâmina novinha porque tem que passar umas 500 vezes em cada lugar pra poder tirar eficientemente, e, consequentemente fode seu rosto, porque você passa muitas vezes a lâmina e irrita. Ainda mais quem tem pele sensível igual eu (E viado é o corno do teu pai, hum)

Aí beleza, já que eu tenho umas paradas de alergia, claro que não ia me arriscar fazendo a barba do jeito que tava em casa, com a lâmina senão minha cara ia virar uma bola de carne viva. Fui procurar um barbeiro. Aí que eu me fodi.

Sweeney Todd

O barbeiro desse filme era bonzinho em comparação com o que eu fui arrumar

Ouvi falar por aí que barbeiro bom é barbeiro velho. Esse cara que eu fui devia ser o melhor barbeiro do mundo sem sombra de dúvidas. O cara devia fazer a barba de 4 gerações seguidas e tava lá firme e forte. Tá, nem tão firme, e muito menos forte, já que ele se borrava todo, se tremendo pra levantar uma navalha de uns 100 gramas. Mas eu nem liguei, porque ele era velho, e barbeiro velho sempre tem moral né. Cheguei, sentei e falei pro tiozinho:

- Pode rapar a barba toda.

Ele acenou com a cabeça, inclinou a cadeira e começou a passar creme na minha cara.

Eu parecia que tava pressentindo. Quando eu tava lá inclinado, com o pescoço esticadão, eu pensei: “Caralho, se ele cortar minha garganta, do jeito que meu pescoço tá esticado, vai voar sangue no teto”

Aí eu vi uma parada estranha em cima do espelho, quando eu reparei bem, tinha um monte de gotinhas vermelhas na parede. Eu entrei em choque. “Puta que me pariu, vou morrer aqui nessa porra”. Nessa hora eu num conseguia nem me mexer.

Tudo certo. Ele passou a maquininha e começou a raspar com a navalha. Começou a dar uma incomodada, mas eu tava deitado quase, nem dava pra olhar no espelho. E o velho lá, não parava de passar a navalha. Tava nem aí.

Depois de uns 15 minutos, começou a arder PRA CARALHO, mas eu olhei pras gotinhas na parede e logo pensei: “Mano, se eu respirar mais forte, eu tou fudido aqui, ele me decepa.”. Num tava sentindo muita firmeza no velho, cês repararam né?

Quando ele tava terminando, eu já tava me conformando, sabia que meu rosto ia estar um pouco vermelho, mas tudo bem. Que engano!

Ele passando a navalha, fez uma cara e falou assim:

“Noooossa!”

Ce imagina o pavor??? Uma porra de um velho bicentenário, com a navalha na tua garganta, faz uma cara estranha e fala “Nooooossa!”.

Ai eu só consegui falar:

“Que foi?”

E ele:

“Nooossa! Em tantos anos que eu faço a barba eu nunca tinha visto isso”

PORRA, aí eu quase comecei a chorar. O cara pelos meus cálculos devia ter uns 60 anos ou mais de trampo, ele deve ter visto nego ser cortado de orelha à orelha numa cadeira de barbeiro, diz que nunca tinha visto algo parecido com o que tinha acontecido com o meu rosto, eu já logo me imaginei assim:

Tevez

Sério, me veio o Tevez na cabeça.

Ele continuou:

“Sua barba não é feita pra tirar, tu tem que deixar ela, tá minando sangue pra caramba aqui. Vixe!”

Como assim “Tá minando sangue pra caramba, vixe!”???? Eu entrei em desespero, achei que eu ia sangrar até a morte.

Aí ele catou uma parada, molhou a mão, e sem aviso, colocou as mão nas minha cara.

Maaaaaaaaaaaano, que porra foi aquela? Nem minhas tattoos e nem meu alargador, nada doeu tanto que nem aquilo. Eu achei que eu ia direto pro inferno sem escalas quando ele meteu a mão na minha cara.

E eu lá, firme e forte. Aí ele vai na mesinha dele, molhou a mão com outra parada e fala:

“Garoto, isso vai arder”

Fudeu. Se aquilo de antes, já tinha ardido e ele nem avisou, imagina o que viria a seguir. Já comecei a rezar nessa hora.

Quando ele passou a segunda parada na minha cara, eu vi Deus. Sério. Imagina tua cara irritada, “minando” sangue e já avariada com uma mão de álcool, e o cara parece que passa uma lixa depois? Foi mais ou menos isso. Chega que nessa hora, eu lacrimejei de tanto que ardia aquele troço na minha cara.

Ele falou:

“Então, tua pele irritou, ficou meio feio. Desculpa tá?” E levantou a cadeira.

“DESCULPA TÁ???”" Eu tava parecendo um bicho depois de ter sido tirado de um incêndio. Tinha umas brotoejas roxas de 5 cm pela minha cara, e um caralhão de pontinhos vermelhos “minando” sangue.

Paguei 10 reais pro velho filho da puta, e voltei pra casa, tomando chuva ainda, mas o bom que bateu um vento gelado na minha cara e anestesiou um pouco. O povo na rua olhava pra mim e deviam estar pensando: “Porra, essa mané aí deve ter feito a barba com um serrote cego no escuro”

Bom, pelo menos minha cara parou de sangrar (depois de umas 3 horas), saiu o vermelhão e aprendi uma lição. NUNCA mais vou deixar barba crescer. Amanhã de manhã mesmo já faço a barba (em casa, com gilete) de novo.

Falou pessoal, até a próxima.

 
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Publicado por em 12/07/2010 em Devaneios

 

Em quem cê vai votar?

Poderia começar um texto com esse tema da seguinte forma:
“É pessoal, voto é coisa séria. Dia 03 de outubro tá aí e vamos votar conscientemente nos nossos representantes e bla bla bla”
Bom, esse blog é escrachado pra caralho e eu sei que ninguém vai ter sua opinião formada por nada que leia aqui, mas pelo amor de Deus, leiam isso e reflitam, POR FAVOR, SEUS FELADAPUTA!!!

Cara, horário político acho que nunca foi tão assistido na história do Brasil, e não tiro a razão de quem vê não. Pensa só, só falta um banco pra virar a Praça É Nossa: Tem os humoristas tipo o Tiririca e o Batoré, os convidados ignorantes que só falam bosta tipo o Maguila, e até as gostosas que são a Mulher-Pêra, Mulher-Uva, Mulher-Maçã, Mulher-salada-Mista ou sei lá que diabo de fruta elas são dessas vez.
Mas sabe por que existem essas merdas de candidatos? Porque o povo, mais estúpido ainda, VOTA NELES.
Falando a real agora, vamos tomar como exemplo o Tiririca. Já vi milhares de pessoas falando: “Ah, vou votar nele, porque pior do que tá não fica!”
Tem noção de quão absurdo é isso? Porra, tem gente honesta na política, pode não parecer, mas existe. Aí você pega de exemplo, de um lado, um cara que estudou tanto tempo de gestão pública, administração e o caralho a quatro, e tem um tanto de projetos bons, e tals e de outro lado, um comediante que não tem nem o primeiro grau completo e não sabe nem o que fazer lá, ficar ganhando às custas dos impostos pagos pelos trouxas que votam nele.
Que o Tiririca vai entrar na câmara ninguém tem dúvida, pelo tanto de imbecil votando nele, mas você sabe o que vai acontecer com isso?
Os candidatos necessitam de um número mínimo de votos para serem eleitos. Mas e se o candidato em questão arrebanhar um número de votos muito superior ao necessário?
Os votos que sobram vão para a legenda ou para a coligação a qual o partido faz parte. Ou seja, você elegeu, orgulhosamente, o Tiririca para representá-lo na Câmara (Aê parabéeens, ele vai ganhar milhares de reais por mês, e você vai continuar na merda, uhul!), mas outros entrarão com ele, e esses outros podem não ser muito de seu agrado. Pense nisso.
Aí você, como um idiota completo, acha que tá abafando e vota no Tiririca. “Pô legal, vou causar, ele é burrão, vai ser engraçado”.
Só que depois de um tempo, alguns meses, a piada vai perdendo a graça, e você volta na maldita lenga-lenga de sempre:
“Ah, político é tuuuudo ladrão, tudo corrupto. A política é uma piada, fodam-se os políticos”
 

Peraí, mas quem colocou-os lá?

Sei que esperavam um texto cheio de graça aqui, mas porra, a parada é séria MESMO. Se ficar levando com a barriga, cê vai levar é no rabo durante os próximos 4 anos.
Ou seja, se não quiserem levar a sério e votar em quem você acha que tem as melhores propostas, tudo bem, mas então calem os seus respectivos cuzinhos e não falem nem critiquem os malditos políticos pelos próximos 4 anos, porque, querendo ou não, nós demos as oportunidades pra eles nos representarem ou foderem de vez com as nossas vidas.
Ps: Prometo que não brigo mais, o próximo texto vai ser engraçadinho, tá?
 
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Publicado por em 09/22/2010 em Devaneios

 

Por que amávamos tanto a Sessão da Tarde?

Tava aqui uns dias buscando inspiração pra escrever um texto novo, mas por causa desses malditos vlogs que ficam pegando as modinhas e sugando toda a graça delas, corro o risco de escrever alguma coisa e virem me atacar com papo de “mimimi, tá copiando o fulaninho, mimimi, você não tem criatividade, te odeio”.

Aí o brother Alex deu uma idéia boa, que acho que vocês se identificam muito (ou não, mas foda-se, eu curti a idéia e vou escrever).

Quem nunca chegou pra mãe, com a melhor cara de “véia, tou morrendo, não me faça ir pra escola hoje, pelamordedeus”. Se esgoelando pra fingir uma tosse convincente, ou então dar uma coçadinha no olho pra ficar vermelho e simular uma conjuntivite, a fim de escapar da aula e curtir uma bela tarde de vadiagem em casa?

(Se por acaso minha mãe estiver lendo isso, NÃO, eu nunca fiz isso, juro, só sei pelo que me contaram tá? Te amo, véia do meu coração)

Ok, continuando.

E quando ficávamos, digo, vocês ficavam em casa vadiando a tarde toda, sem nada pra fazer, qual era o programa preferido para escapar do tédio?

EXATO, Sessão da Tarde. Lembram-se dos tempos bons da Sessão da Tarde? (se é que existiu um tempo bom na história desse querido programa)

Não tenho acompanhado ultimamente os filmes que passam, porque tenho que vir trabalhar todo dia, e quando não venho, eu durmo o dia todo, porém, a Sessão da Tarde sempre teve uma fórmula bem especial, vejamos qualé que é:

1 – A PROPAGANDA DO FILME:

Já prestou bastante atenção nas propagandas dos filmes que passam na Sessão da Tarde? Tem uns termos-chave que passam até a sensação que eles gravaram certas palavras uma vez só em 1980 (sempre com aquele notável bom humor do narrador) e montam as chamadas dos filmes  com essas palavras até hoje. Não acredita? É só relembrar um pouco. Você sempre, peraí, deixa eu frisar, SEMPRE vão encontrar termos como:

Turminha

Galera da Pesada

Do Barulho

Da Pesada

Altas Confusões

Esperto(a) pra cachorro

Radical

Trapalhadas

Eletrizante

Que Até Deus Duvida!

Muitas Aventuras

Aprontando

De Pernas pro Ar

Irado (a)

(Se eu esqueci de algum, por favor, me lembre nos comentários)

Vamos fazer o teste? Pegue um filme típico de Sessão da Tarde (já já falaremos deles) e faça uma chamada pra ele. Tipo, algum filme de bebês com mentes superdesenvolvidas que entram armados em uma escolinha e fazem a merendeira de refém, barganhando mais leite no café da manhã. Sendo anunciado na Sessão da Tarde, ficaria assim:

Essa turminha do barulho vai arrumar confusões que até Deus duvida nessa aventura eletrizante, deixando essa escola de pernas pro ar!

É padrão, não importa a complexidade do filme, ou se ele fala de cachorros, bebês, focas ou pulgas amestradas, esse molde SEMPRE vai ser seguido.

2 – O FILME

Ah, os filmes! Como eu ficava triste vendo aqueles filmes.

- Triste? Como assim?

Pô, de cada 10 filmes da Sessão da Tarde, 9 eram sobre um animal super inteligente que jogava futebol, hóquei, basquete, tocava piano, sapateava, salvava o mundo e lia jornal, tudo ao mesmo tempo. Caralho, eu num consigo fazer nenhuma dessas coisas citadas acima (a não ser ler jornal) de cada vez, era revoltante ver um macaco, um tatu, ou um porquinho da Índia fazendo aquilo tudo e ainda dando risadinha. Dava vontade de enfiar os bichos no forno.

Dava até medo de minha mãe ver um filme daquele e pensar “Ah, vou botar esse muleque pra adoção, vou arrumar um papagaio, ele conversa, joga boliche, sabe a tabuada do 7, além de conseguir puxar uma família de obesos de um penhasco. Além de não pedir mesada igual esse tonto inútil que eu chamo de filho “

Bom, disse ali em cima que de 10 filmes que passavam, 9 eram sobre bichos excepcionais. Disse 9, porque o outro filme era A Lagoa Azul.

Vai lá, Guga, maroto!

Parecia que essa porra desse filme passava TODA SEMANA. Pra quem não sabe, A Lagoa Azul era um filme em que o filho do tenista Guga ficava perseguindo durante 1 hora e meia a mocinha que eu esqueci o nome, numa ilha deserta. Detalhe: PELADOS. Não, isso não era um roteiro de filme pornô. Juro, não era. Depois ainda perguntam por que a mulecada é tão pervertida, um filme desses passava com uma frequência absurda, era impossível não absorver algo dele, nem que seja a fixação de correr pelado atrás de uma mocinha no meio da floresta pra conseguir depois de uma hora e meia, dar uma catracada, não é?

3 – A DUBLAGEM

Sempre que eu ouvia no começo da pérola cinematográfica “VERSÃO BRASILEIRA: HERBERT RICHARDS”, já dava um tapa na testa e pensava “Ai caralho, fudeu, lá vem bomba!”. E era realmente isso que acontecia. A voz do padre de um filme era a voz do piloto do avião do outro filme, que no dia seguinte, virava a voz do pipoqueiro do zoológico do outro filme.

Dava a impressão que a bosta do estúdio do Herbert Richards só tinha 5 funcionários, que ficavam se revezando na dublagem. Quando você ouvia uma voz diferente, pode ter certeza, era um estagiário novo, ou então a tia do café, que tava fazendo um trampo extra pra faturar uns trocados a mais. Fora aquele áudio característico, que pela qualidade, sem dúvida tinha sido gravado debaixo d’água, com um gravador da xuxa.

Mas enfim, uma coisa não se pode negar, eram filmes toscos, sem sentido algum, com atores intrepretando seus papéis com a mesma profundidade de uma lata de atum, mas entretia-nos de tal forma que não conseguíamos ficar sossegados até vermos o desfecho TOTALMENTE imprevisível das histórias.

PS: Taí, texto um pouco curto, mas acho que já cobre minha falta de postagens ultimamente, poderia falar que é falta de tempo, furúnculo no dedão da mão esquerda, mas não, é pura preguiça mesmo, enfim, foda-se.

 
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Publicado por em 08/19/2010 em Devaneios

 

A revolta dos coloridos

Como alguns de vocês podem ter acompanhado nos últimos tempos aqui no blog, há uma grande quantidade de crianças coloridas descobrindo esse blog e expressando toda sua revolta contra esse que vos escreve, me fazendo até mesmo ficar com medo da fúria desse povo e me esconder debaixo da cama de tanto pavor de ser atacado a qualquer momento por algum colorido fã de Restart.

Venho querendo fazer esse texto fazia um tempo, só agora eu tomei coragem, contratei um segurança e estou pronto para quaisquer que sejam as retaliações que ocorram após esse post.

Possivelmente esse texto será o mais fácil de escrever de toda a minha vida, porque eu nem preciso me esforçar pra zoar as crianças, já que os próprios coloridos se zoaram sem dó nos comentários no outro texto, rendendo crises de risos e vergonha alheia por meses pros leitores desse blog.

Vamos lá, acompanhem comigo alguns geniais comentários dos defensores do estilo colorido de ser:

Por mim, eu já parava nesse.

A pessoa entra em um site, com um texto de título “O que você precisa saber para ser colorido” e acha que vai aprender alguma coisa de útil? Como diabos ser colorido seria útil? E ainda no final do genial comentário, ainda manda um beijo para os fãs dela. Temos uma celebridade aqui? Identifique-se por favor, e me mande um autógrafo, se não for muito incômodo, ok?

Isso é o fim do mundo, só pode. Corram para as colinas!

Uma criança de provavelmente uns 14 anos (tou chutando pelo modo de escrita, ok?), falando pra alguém que ela tá dando uma opinião por FALTA DE SEXO? Desculpa mas acho que você só pode falar uma coisa dessas quando cê largar a boneca e começar a fazer sexo, e procure achar algum cara que não seja colorido pra isso, porque da fruta que você provavelmente ainda não gosta (porque nem tem idade pra isso), eles chupam até o caroço.

Aham, ok. Os “jovens” respeitam bem, quando xingam alguém e depois mandam um abraço e pedem desculpas. Vou seguir esse exemplo, tá?

Vão tomar no cu, seus coloridinhos viados. Um abraço e desculpa por ter chamado vocês de coloridinhos.

Aqui vocês puderam observar como é coerente a linha de pensamento desses jovens da moda. Primeiro diz pra eu não “chingar”  os seguidores dessa MODA e depois lá no final, diz que !!!!!MODINHA É O CARALHO!!!!! (Um pouco contraditório, não acha?)

Calma gente, isso ainda vai piorar, se vocês tiverem amor aos seus neurônios e quiserem desistir de ler esse texto, a hora é agora.

Ok, eu avisei, prosseguindo.

Essa postagem é até interessante, pois aprendemos a deixar coisas inúteis fora dos nossos textos, como as vírgulas. Pra quê vírgulas? Podemos ler o texto sem respirar, como se fosse uma frase só, tentem aí, é bem legal.

Essa menina diz, no meio dessas tantas palavras, que os Mamonas Assassinas eram ridículos, mas que não “descremina” eles. Mas o que ela não sabe (talvez por nem ser nascida nos anos de sei lá quando) é que a proposta dos Mamonas era se vestir e ter uma performance extravagante e ridícula, por ser o estilo da banda. Eles se propunham a fazer aquilo pois eram uma banda de humor, com letras irreverentes, e chamaram a atenção por isso.

Se o Restart se vestisse desse jeito escroto como uma sátira, ou por ser engraçado pra chamar a atenção, eu até entenderia. Mas eles se levam à sério. Na época dos Mamonas, você não via ninguém na rua usando roupa de presidiário, ou fantasiado de Robin, como os Mamonas faziam, simplesmente porque era o estilo deles, eles não lançaram moda. Ia ser ridículo se vestir como uma banda dessas não? Mas é o que fazem hoje em dia.

Mas vou seguir seu conselho, vou me olhar no espelho antes de criticar vocês…

Pronto, já olhei, agora posso continuar.

Segunda essa pérola da cultura brasileira, o legal hoje é ser diferente. Vou agora mesmo comprar uma melancia, pendurá-la numa  corrente e usar no pescoço.  Vou andar de cueca por aí também, usando crocs no pé e uma touca de ursinho na cabeça. Bem diferente né? Acho que ninguém ia me olhar torto na rua, porque segundo você, isso é completamente normal, esquisito é quem usa uma roupa comum, pra trabalhar, estudar e etc. Que tipo de anormal usa calça jeans e camiseta hoje em dia? O que esse povo tem na cabeça? vai saber.

A gente sabe que a juventude não tem salvação quando uma criança com “ecesso” de “iginorancia” chama alguém com “preconçeito” de sem cultura.

Perdoem-me pela postagem de dois comentários de uma vez, mas tive que fazer isso.

Fui ameaçado! Se algum de vocês perceber que meu nariz está quebrado, foi por ter levado um soco do colorido ali do primeiro comentário. Esse comentário foi particularmente um dos que eu mais ri. Ele diz que eu sou “INGNORANTE” por dizer que “happy rock” é rock. Mas vamos raciocinar um pouco?

HAPPY=FELIZ

ROCK=ROCK

HAPPY ROCK = ROCK FELIZ

Porra, sujeito escroto, se o nome da parada é HAPPY ROCK, então quer dizer que surgiu sobre a premissa de ser uma vertente do rock (falhando miseravelmente, se me permite dizer), concordo que não é rock de verdade, mas foi criado pra fingir que é. Desculpe pela “INGNORÂNCIA”.

E esse segundo comentário realmente me desmascarou. Eu tiro sarro dos coloridos porque eu não posso usar uma calça colorida e andar igual uma placa de neón por aí. É isso aí, eu tenho inveja, não tem nada mais no mundo que eu queira do que ser zuado pelo mundo todo por se vestir de um jeito tão escroto.

Detalhe: Mesmo que eu quisesse, eu não poderia usar uma calça dessas, sabe por quê? Porque tem um detalhe na minha fisionomia que não me permite usar uma calça feminina. Detalhe esse mais conhecido como SACO.

Ok, cansei de copiar comentários e colar aqui, se vocês quiserem ler mais comentários e terem síncopes devido ao riso excessivo, procurem o texto dos coloridos nos arquivos do blog, ok?

E que venha a segunda onda de coloridos desocupados, obrigado pela atenção e tenham uma boa noite.

PS: De brinde, vai um vídeo para avaliarmos o nível mental dos coloridos fãs de Restart. Dêem uma olhada. Seria isso uma patologia? Deveríamos ficar com pena deles? Fica a pergunta no ar.

 
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Publicado por em 08/05/2010 em Devaneios

 

Resenha: Power Rangers

Certo dia eu tava vendo TV e me bateu uma nostalgia desgraçada dos programas idiotas que costumávamos assistir quando pivetes. Coisas tão simples e sem sentido, mas que costumavam nos deixar presos na frente da televisão durante horas, fazendo nossas queridas mamães se perguntarem: “Será que meu filho é retardado? Como ele consegue assistir isso?”

Entendo o questionamento da minha mãe. Ela tinha razão. Chego a essa conclusão depois de muitos anos, ao lembrar dos Power Rangers. Ao lembrar de tantas tosquices, me veio a idéia de resenhar nosso tão querido seriado.

Pô, mas a idéia dos Power Rangers era legal, original e tals (Se você levantou a mão e falou: “Ah, mas ja existia Esquadrão Relâmpago Changeman, e Jaspion, Jiraya e blá blá blá”. Foda-se, não sou tão velho assim)

Mas de que adianta, queridos amigos, uma idéia original, de certa forma boa, sendo que é porcamente executada? Aí você leitor chato vem dizer de novo: “Ahhh, mas pra época, era legal”. Foda-se novamente, eu tou afim de meter o pau em algo hoje e a vítima serão os Power Rangers.

Já que passamos a nossa infância INTEIRA assistindo esse seriado e nunca percebemos os detalhes que o tornavam uma obra prima da tosquice televisiva, Cê deve estar se perguntando: O que torna os Power Rangers toscos?

Bom, pra começo de tudo, alguem pode me explicar porque diabos os Power Rangers só usavam roupas da cor de seus “uniformes” ANTES MESMO de saber que eles iam ser “convidados” por um velho dentro de um tubo gigante de vidro a formar um esquadrão pra proteger a terra dos alienígenas?

Fora que essa parada das roupas se repetia em TODAS as temporadas. Parece que o unico pre requisito pra se tornar um Power Ranger era usar, desde pequenininho uma calça jeans, camiseta da cor do Ranger que você queria ser e uma camisa xadrez de botão da mesma cor. Sem esquecer do casaco da mesma cor tambem, amarrado na cintura.

E o legal é que era bem discreto ser um Ranger né, porque eles usavam aquelas roupas de suas respectivas cores, e um morfador que parecia aqueles relógios de pulso GIGANTES que vinham com chiclete dentro.

Outra coisa que me intriga é o seguinte: Pra que existia o quartel general dos Power Rangers ANTES de existir de fato, os Power Rangers?

Porque pelo que eu entendi, o “esquadrão” foi criado pra proteger o planeta dos ETs, certo? Mas o tal do Zordon (O velho do vidro) e o Alpha (Robozinho irritante que tinha a cabeça igual um hamburguer com luzes) já existiam antes dos moleques saberem que iam ser Rangers.

Então, o que diabos Zordon e seu amigo robô-cabeça-de-hamburguer faziam nesse tempo todo? Meu palpite é que ficavam jogando xadrez naquela tela gigante de computador, ou vendo pornografia na internet, vai saber.

Alpha

Olha o Áufa aí, gente!

Ok, as lutas agora.

As lutas dos Power Rangers eram sensacionais, mas será que alguém já parou pra pensar na previsibilidade dos combates?

Era assim:

Aparecia um ET com algum poder especial. E não importa que ET fosse esse, seja o ET que solta laser, ou o ET que tem uma maçaneta de porta na cabeça, todos eles tinham os capangas IGUAIZINHOS.

Vermeião

Vô te arrancar faísca, colorido feladaputa!

Ah. os capangas.

Centenas de bonecos cinzentos, que faziam GLU-GLU-GLU, e que logo que tomavam um golpe de espada, laser na cara, tiro de bazuca, voadora ou até mesmo um simples pisão no dedo do pé, espirravam faíscas pra tudo que era lado e sumiam no meio de uma fumaça branca.

As faíscas sempre me intrigaram, porque até mesmo os Power Rangers “faiscavam” quando eram atingidos. De onde DIABOS tiraram essa idéia?

Beleza, os bonecos eram todos faiscados e esfumaçados, e os Power Rangers lutavam contra o alienígena vilão do episódio. Após ter seu traseiro chutado de todas as formas possíveis, o vilão tem a genial idéia de se transformar em uma versão maximizada de centenas de metros de altura.

Mas aí eu me pergunto novamente:

PORQUE DIABOS ELES JÁ NÃO APARECIAM GRANDES?

É só pensar um pouco aqui, já que eles são tão fortes quando são gigantes, porque não apareciam fudendo com tudo ja na versão tamanho família? Esperavam apanhar até dizer chega, e depois ter a brilhante idéia de crescer? Ponto para os roteiristas.

Beleza, aí o vilão aparecia gigante, os Power Rangers juntavam seus veículos ridículos pra formar o poderoso Megazord, que era invencível, pois não importava o quanto ele apanhava, sempre aparecia uma ajuda divina com um poder novo pra arrancar faíscas de seu inimigo gigante e mandá-lo pro inferno.

Mas sabe de uma coisa? Eu prefiro aquela época, vejo cada coisa na TV hoje em dia que é até covardia comparar com os Power rangers. Nossos heróis coloridos de antigamente são luxo perto da programação infantil atual da TV.

Ranger Vermelho

"Luto contra monstros gigantes em troca de comida"

É, os tempos mudam.

 
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Publicado por em 07/12/2010 em Resenhas

 

Os idiotas e a Copa do Mundo!

O assunto em pauta agora é Copa do Mundo né? Vamulá.

Então, como todos sabem (ao menos que você esteja nascendo agora, o que é um pouco improvável, porque como diabos um neném recém-nascido estaria lendo esse blog?) existe um evento que literalmente PÁRA o país todo de 4 em 4 anos, fazendo com que esqueçamos todas as desgraças do país e toda filhadaputice dos nossos governantes para torcemos juntos por nossa seleção favorita.

Copa do Mundo

Que beleza!

Isso, Copa do Mundo.

(Quando disse desgraças e blá blá blá, não quis “babar no ovo” dos que se dizem cultos e não assistem Copa do Mundo porque futebol é alienação e tal e coisa. Que se fodam esses idiotas, só quis usar uma frasezinha de impacto, saca?)

Pois é, a Copa do Mundo é um acontecimento épico e como em todo acontecimento épico (Olimpíadas, Eleições, Festa Junina e etc) podemos observar uma coisa: Como existem idiotas no mundo, não é verdade?

Ah, essas pessoas me proporcionam oportunidades únicas pra deixá-las putas sem ao menos dizer uma dúzia de palavras…

A categoria mais alta de idiotas são aqueles patriotas de Copa do Mundo. Você com certeza conhece algum. São aquelas pessoas que quando se encontram num debate sobre o Brasil, descem a lenha no país, no povo brasileiro, na política, na economia, na cultura, na flora, na fauna, e em tudo que o país representa. Mas quando começa a Copa, essa pessoa se transforma: Compra camisa, bandeira, e não desgruda os olhos da TV gritando “Vai Brasil!”

E quando essas pessoas encontram com algum brasileiro que NÃO torce pra seleção brasileira?

(Aí você deve ter parado e pensado: “Peraí, existem pessoas assim?” E eu vos digo: “Claro que existimos!”)

Muitos, ao saberem que eu não torço pela seleção brasileira, prontamente me xingam e dizem que é um absurdo você não apoiar a seleção do seu país e bla bla bla. Mas uma coisa que esse povo esquece é que:

CARALHO, ISSO É SÓ FUTEBOL!!!!

Sério, tem gente que faz parecer que gostar de um TIME DE FUTEBOL que não é o do seu país é um crime comparado somente ao sujeito que mata a família, estupra escoteiros, e taca fogo em um abrigo pra mendigos.

Pelo amor de deus, povo tonto. As seleções (seja a brasileira, a holandesa, a eslovaca, a neo-zelandesa) tão pouco se fodendo pra quem torce pra elas ou não, será que ninguem enxerga? Esse papo de representar o país (pelo menos pra mim) só tem algum valor se estivéssemos numa guerra, porque aí sim teríamos alguem realmente DEFENDENDO o nosso país, mas volto a frisar:

ISSO É SÓ FUTEBOL, PORRA!!!!

Não é porque eu gosto de ver a seleção holandesa de FUTEBOL (percebeu o destaque?) jogar que eu sou menos brasileiro que você, patriotinha de Copa do Mundo. Eu trabalho (tá, eu tenho um emprego), estudo, pago minhas contas, voto e assisto Faustão como todos vocês, ou seja, sou BRASILEIRO, mas a seleção brasileira de futebol não me causa essa comoção toda que vemos por aí.

Os idiotas ao ouvirem esse meu discurso, prontamente falam: “Ah, você fala assim porque não gosta de futebol, e não entende nada!”, mas quem disse isso?

Eu sou fissurado em futebol, vivo discutindo futebol nas mesas dos bares por aí com os camaradas, mas se tem uma coisa que me dá nojo são as pessoas que levam o futebol a níveis tão extremos de fanatismo que quando tiramos sarro, parece que estamos cuspindo na cara de 5 gerações da família do indivíduo. Essas pessoas acabam desvirtuando o sentido do futebol, que na minha opinião é um instrumento de entretenimento, e não mais um motivo pelo qual as pessoas deviam morrer, afinal, já existem tantos motivos que levam à morte, que vão de doença mental grave (acho que podemos encaixar os valentões de torcidas uniformizadas aqui) até o roubo de alguns trocados pra comprar um pão, sei lá.

Mas é isso aí, zuar idiotas talvez seja um dos aspectos que eu mais gosto na Copa do Mundo, fora os grandes clássicos do futebol mundial.

E parafraseando aquela famosa propaganda de cartão de crédito:

Vuvuzela: R$ 3,00

Camisa da Seleção: R$ 189,00

A oportunidade de chegar na cara de um “patriota” seja ele seu colega de trabalho, o mano que vende peixe na feira ou até seu próprio pai e falar: “HAHAHA, se fodeu, cadê o Brasil agora? Chupa essa laranja, caralho”: NÃO TEM PREÇO!

 
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Publicado por em 07/05/2010 em Devaneios

 

Crianças e suas brincadeiras cruéis

Criança é um bicho cruel, num é mesmo? Não adianta falar que não, que você sempre foi santo, que nunca deu trabalho pra ninguem, que sempre gostou de ajudar todo mundo, porque é MENTIRA.

Tá, tudo bem, pode ter uma criança ou outra que seja santinho, se comporte, e fique horas e horas quietinho assistindo Bob Esponja na TV e chupando o dedão do pé sem incomodar ninguém. Mas pode fazer o teste aí, distraidamente, como quem não quer nada, dá uma topada na quina do móvel da TV. A criança pode ser a mais santa do mundo, mas se ela não der pelo menos um risadinha (o mais comum é a criança cair pra trás, sem ar, de tanto rir) pode crer que tem algo errado com ela.

Criança

Vou te deitar na porrada, bróder!

Mesma coisa são os apelidos. A criança, mesmo que não encontre nada “zuável” na outra, vai procurar, certeza. Ela vai cutucar cada ferida do pobre coitado até encontrar um defeito que vai ser logo evidenciado com um apelido maldoso, perseguindo o infeliz por toda sua vida.

Ninguém escapa, sejam gordos, magros, brancos, amarelos, pretos, roxos, dentuços, orelhudos, ou até aquela criança que aparentemente é normal, mas não consegue falar palavras paroxítonas terminadas em Y, os “amiguinhos” com certeza vão inventar um apelido pra ela.

E a crueldade da criança chega no ápice quando ela encontra com outras crianças de igual ou maior nivel de filhadaputice. E que lugar melhor pra esse bando se juntar do que a escola?

Exato, a escola.

É lá que a criança vai pra aprender tudo que não presta.

“Ah, mas meu filho só vai pra escola pra aprender matemática, história e etc”

MENTIRA! Pergunta pra ele quanto é a tangente de um ângulo de 75º ou quem colonizou a Nova Guiné. Ele provavelmente vai olhar pra sua cara com a melhor expressão de “Que se foda isso aí” e dizer: “Ah, sei não, o professor num explicou”…

Mas agora chega quando ele tá distraído e pergunta:

“Aí mano, se virar um valete, qual carta é o zap?”

Na lata, sem nem pensar, ele vai mandar: “Rei de paus, marreco”

É um fato, criança, jovem ou o que seja, quando se junta com o seu grupinho, num sai nada que presta, e a maioria dessas porcarias acontecem justamente na escola.

Me lembro bem que na época da escola, inventávamos jogos bem estúpidos, mas que na real, eram só um pretexto pra um amiguinho deitar o outro na porrada sem mais nem menos, e não ter ninguem pra separar a briga, pois fazia parte do jogo.

Os inspetores diziam que não era jogo, pois pra ser um jogo tem que ter pontos, não? Mas teve um dia que eles viram que tinham pontos sim, quando o Juquinha (não lembro o nome do muleque, então vai ser Juquinha mesmo, foda-se), pra escapar da cacetada que ia tomar, tropeçou no degrau e enfiou a boca no corrimão da escada. Ele foi o vencedor, porque naquele dia, ninguem levou mais pontos que ele, creio eu.

As brincadeiras seguiam o seguinte molde: Bobeou, porrada nele!

Essa era a única regra dos complicados jogos que fazíamos na escola, os 5 mais famosos eram:

Licensa Breda:

Breda

LICENSA BREDA! *POF*

Essa era legal, logo que acabava a aula, a gente saía pela rua, falando merda por aí. E quando um avistava um ônibus da marca Breda, gritava alto, LICENSA BREDA! e descia o sarrafo nos desavisados, não importava se o muleque tava atravessando a rua, distraído, ou olhando as capas das revistas de mulher pelada da banca de jornal da esquina.

O bom dessa brincadeira é que treinava bem a visão da mulecada, porque o ônibus podia estar lá na puta que pariu, mas sempre tinha um desocupado pra conseguir enxergar, e consequentemente enfiar a porrada em algum coitado.

Palitinho:

Palitinho

Não, não é esse palitinho

Não, não tem nada a ver com a brincadeira de segurar palitinhos na mão e adivinhar quantos tem e tal. E, pelo amor de Deus, também não tem nada a ver com furar os olhos dos queridos amigos com palitinhos, você acha que éramos marginais?

Palitinho era o seguinte, sempre que alguem falava uma palavra começada com a letra P, tinha que falar logo em seguida a palavra “PALITINHO”, senão, adivinha o que acontecia??? Exato, porraaaaada.

Essa era boa, desestimulava a mulecada a falar palavrão, porque um simples “Puta que pariu”, teria que ser acompanhado por 2 palitinhos, e dava uma preguiça desgraçada de falar. Fora o risco de esquecer de dizer a palavra mágica e tomar uma voadora no meio da nuca, de repente.

Brincadeira Sem Nome:

Essa não tinha nome (dããã), e cá pra nós, era um pouquinho nojenta.

Sempre que alguém emitia gases de qualquer espécie, seja via oral ou anal, tinha que fazer um hang-loose com o dedão apoiado na testa e o dedinho apontado pra frente. De onde diabos surgiu isso, nunca vamos saber, mas era assim, vai contrariar?

Hang

É isso aí, e bota o dedão na testa

Fato é que se alguem arrotasse ou peidasse na companhia dos colegas (acreditem, adolescentes faziam isso com uma frequencia absurda na minha época e não estavam nem aí… O que? não fazem mais?? Essa juventude tá perdida mesmo) tomava tapões na testa, até fazer o famoso hang-chifre (num era esse o nome, inventei agora)

Essa brincadeira treinava nosso olfato, porque sempre que sentíamos um cheiro estranho, começávamos a olhar um pra cara do outro, o que desse uma risadinha sem-graça, prontamente tomava uma lambada no meio da testa do colega que tivesse mais perto.

Sardinha:

Sardinha

Não achei foto da brincadeira"sardinha", então vai o peixe mesmo.

Essa era perigosa, não tentem isso, hein crianças?

Era assim, ficavam os 2 retardados competidores um de frente pro outro, com os pulsos à mostra. Aí no famoso dois-ou-um, decidia-se quem começava.

O primeiro estica os dedos indicador e médio da mão mais forte e sem mais nem menos, desfere uma “sardinha” (também não sei de onde diabos veio esse nome)  no pulso do colega, com toda a força. Era comum o jogo acabar com umas 3 rodadas, porque o mais frangote ficava com medo que a mamãe descobrisse os vergões vermelho-arroxeados no pulso do filhinho e fosse falar com a diretora. Isso é brincadeira pra macho, mermão, num aguenta bebe leite!

Cagador-malha:

Cagador Malha

Primeiro Cagador-Malha da história

Essa eu tenho certeza que existia em TODOS os colégios do Brasil, porque uma brincadeira tão genial assim não pode ter sido criada pelos meus amigos.

Só olhar o nome da brincadeira, que você já vai saber o que é:

Cagador: quando um jogador de futebol passa uma bola entre as pernas do outro, tambem conhecido com caneta, cana, etc.

Malha: Porraaaaada! (Nunca ouviu falar de malhar Judas? Então, nas nossas partidas de cagador malha, acontecia bem pior)

Era isso, começava na sala de aula. Amassávamos folhas de caderno, grudávamos com durex, e pronto.

Aí na hora do intervalo começava a putaria, jogávamos a bola pra cima e assim que caía no chão, um tentava passar entre as pernas do primeiro otário que aparecia na frente, caso conseguisse, coitado do pobre otário…

Tomava tanta piaba que nem sabia de onde tava vindo. E pra escapar, como fazia?

Combinávamos um lugar, tipo o portão, se você levasse um “cagador”, devia correr (embaixo de porrada) até o portão do outro lado do pátio, e encostar nele, assim, acabava sua punição, e íamos procurar a bola de novo (porque a essa altura, a bola ficava esquecida, queríamos mesmo era bater no infeliz)

Por isso no meu tempo a mulecada era forte, saía correndo embaixo de murros e voadoras e num tava nem aí.

Ah, saudades da minha infância.

 
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Publicado por em 06/08/2010 em Devaneios

 

Horóscopo: Como enganar pessoas facilmente

Uma breve história do mundo agora. Segundo eu li no gibi da Mônica, aconteceu o seguinte. Primeiro vieram os dinossauros, depois apareceu o homem. Aí do nada, caiu um raio em um pedaço de madeira e apareceu o fogo.

Quando apareceu o fogo, o nosso amigo Piteco ou Pitoco (ou seja lá qual for o nome do personagem), teve uma idéia. Depois de caçar os dinossauros, ele usava o fogo pra assar a carne, nascendo aí o primeiro churrasco do mundo. Viva!!

Pitoco caçando

Pitoco caçando

Só que com o primeiro churrasco, adivinha o que apareceu? O primeiro churrasqueiro, o sujeito que pegava  a carne do tiranossauro, assava e vendia pros vagabundos que não tinham a capacidade de ir lá caçar. E nascia assim a primeira profissão do mundo.

Olha, eu li isso em um gibi, se você acha que é mentira, reclama com o brother que escreveu, tá?

Até eu acho que é mentira, porque vivem dizendo que as prostitutas são as primeiras profissionais remuneradas do mundo, mas ia ficar meio esquisito botar uma puta em um gibi da Mônica. Imagina a situação, o Pitoco levando a puta em cima de um dinossauro pra caverna, pagando só 100 pedaços de pedra por hora. Acho que não ia agradar muito não.

Mas enfim. Com a primeira profissão (seja churrasqueiro ou puta), nasceu também o desejo de ganhar dinheiro fácil. E como ganhar dinheiro de forma mais fácil do que aliando a esperteza (ou a cara-de-pau) com a completa ignorância de certas pessoas? Parece meio anti-ético né? Mas ce vai descobrir que tem gente que faz isso com o pé nas costas, e ainda parece que é um trabalho bem justo.

Não sabe de quem eu tou falando?

Ok, vamos nos adiantar um pouco na história, chegando nos tempos de hoje. Na era das Tvs, celulares, computadores, e etc, ainda tem gente que gosta de ser passado pra trás e nem percebe. Como? Vai no seu banheiro e procura uma revistinha dessas de fofoca, novela, e essas coisas que habitam em todos os banheiros do Brasil.

Agora, em posse dessa revista, vá até a seção de Horóscopo…

E era justamente aí que eu queria chegar, na porra do horóscopo.

Outro dia eu peguei uma revista dessas e fui olhar a seção do horóscopo, e descobri que tem gente que diz que estuda anos de astronomia, astrologia ou sei lá que raio, pra fazer “previsões” completamente aleatórias, e incrivelmente, tem gente que cai que nem patinhos.

Mas é uma sacada GENIAL! Pensa bem, a pessoa que realmente acredita que planetas que tão flutuando quietinhos lá no universo a num sei quantos caralhões de anos vão de alguma forma dizer qual cor de roupa ela tem que vestir, abre a revista e pula direto pro seu signo. Ok, aí ela lê: “Você será atropelada por uma carro hoje” ou “Você receberá uma notícia boa” ou então “Hoje, um parente te fará uma visita”. A grande sacada é, se algo fora do “previsto” pelo horóscopo acontecer, as pessoas dirão: “É, não se pode acertar tudo né?” Mas se algo que tiver escrito ali acontecer (claro que há a possibilidade, embora remota), a pessoa vai se iludir e achar que você é bom mesmo, um verdadeiro profeta, pois acertou que alguem da sua família ficaria doente ou algo do tipo, porém isso tem uma grande possibilidade de acontecer a qualquer hora, estando ou não no seu horóscopo.

Será que ninguem percebe que isso são coisas que podem acontecer pra QUALQUER pessoa, seja ela de Aquário com ascendente em Marte ou de Libra com ascendente na puta que pariu. Tanto faz se ela estiver usando um vestido roxo ou uma fantasia de Pikachu?

Tenha certeza de uma coisa. Os planetas estão muito ocupados com seus movimentos de rotação e translação pra se importarem se você vai cair da escada ou se um tio de 23456° grau vai na sua casa te pedir dinheiro emprestado.

Eu só darei meu braço a torcer pra essas paradas de horóscopo quando lançarem um horóscopo 100% exato, com situações como: “Mano, não atravesse a rua Fulano de Tal, às 15:32 do dia de hoje, ou você será atropelado por uma carroça carregada de melancias guiada por macacos bêbados” ou então “Você, do signo de Câncer com ascendente no Cometa Halley, jogará na Mega Sena nos números 14-35-34-38-42-50 e ficará milionário. Se você for de outro signo, nem tenta, oks?”

Outra coisa interessante é quando você tá conversando com alguém fissurado por essas bobagens, e no meio de um assunto totalmente aleatório, a pessoa te interrompe e fala:

“Nossa, você fala rápido, mexe muito as mãos, cê é de Capricórnio né?”

“Não não, sou de Aquário.”

“Ah sim, logo percebi, você é criativo, inventa muita coisa, gosta de convencer os outros que tá certo de tudo e blá blá blá”

“Mentiroso e manipulador é a puta que te pariu”

Nada me dá mais raiva, a pessoa começa a tentar traçar o seu perfil, falhando miseravelmente em todas as características. Essas pessoas não percebem que ser criativo, ou inteligente ou retardado não tem nada a ver com o dia do seu nascimento e sim de fatores como genética, meio em que cresceu e por incrível que pareça, situações fisiológicas também (vai dizer que ce consegue ser comunicativo quando tá com uma puta dor de barriga?)

Também só levo fé nessas coisas quando falarem pra mim:

“Cê nasceu em tal dia e em tal horário??? Poxa, mano, nesse dia, as estrelas Ursa Maior, Girafa Média e Cadela Menor estavam formando um triângulo isóceles perfeito, fora que Marte dava pra ser avistado de uma cidade da Etiópia. Logo, você tem uma pinta na ponta do dedão do pé esquerdo”

Até o dia em que isso acontecer , vou continuar considerando horóscopo tão relevante quanto a posição de Saturno em relação a Vênus, ou a pinta no dedão do meu pé, que eu acabei de descobrir agora.

 
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Publicado por em 05/25/2010 em Devaneios

 

A História de Jim Jones e o Templo do Povo

Bom, quem ainda lê isso aqui deu sorte hoje. Pela inacreditável falta do que fazer (que me levou inclusive a considerar seriamente fazer bolas de papel com o relatório que está sobre minha mesa e tacar no colega de sala) decidi fazer um texto um pouquinho mais elaborado, pra vocês perderem uns 10 minutos (ao invés dos costumeiros 5 minutos) lendo isso aqui e se perguntando em que diabos eu tava pensando quando comecei a escrever esse texto.

Ás vezes eu me assusto um pouco com o poder de persuasão de certas pessoas. E não, não tou falando do coleguinha de classe no ensino médio que convencia a turma a sempre fazer as coisas mais estúpidas, com a desculpa de que “ninguem vai descobrir que foi a gente, mulecada, relaxem” (Assunto pra outro texto, me lembrem de escrever sobre isso).

Meu assunto aqui é um pouco mais sério, e se você curte histórias que envolvam fanatismo religioso, sérios distúrbios mentais e histeria coletiva. Relaxe na sua cadeira que isso aqui vai ser bom.

Seguinte, todo mundo aqui conhece pastores evangélicos, certo?

Antes que alguem evangélico doido venha aqui me tacar pedras, já vou avisando que não vou generalizar (afinal, cada um faz o que quer, inclusive doar uma porcentagem do seu suado salário para aquisição de iates e suntuosas casas com piscina e TV no banheiro, pensando que um dia vão pro céu por isso. Não estou falando do Edir Macedo, NÃO ESTOU), vou falar especificamente de um pastor evangélico que num belo dia, acordou com o pé esquerdo e decidiu levar quase mil pessoas a uma morte não muito legal.

Quem tem um pouco mais de idade (ultrapassando as 4 décadas) deve lembrar dessa história.

Vamo lá.

Nossa ilustre figura se chamava James Warren Jones, ou simplesmente, “REVERENDO” JIM JONES (13 de maio de 1931 – 18 de novembro de 1978)

Jim Jones

Olha o tio Jim aí

Diziam por aí que durante sua infância em Indiana, nos EUA, o pequeno Jimmy sempre foi obcecado por religião e morte (coisas não muito distantes uma da outra, se usadas na proporção errada, como veremos adiante). Tanto que seu passatempo preferido era fazer cerimônias pra enterrar bichinhos que passavam pelo seu quintal. Mas peraí, pra enterrar, tem que estar morto né? Ah, isso é só um detalhe, nada que umas facadas não resolvam.

Mais à frente, em 1950, com 19 anos, fundou sua própria igreja, com o nome de Templo do Povo. Veja bem, com apenas DEZENOVE ANOS, o cara fundou uma igreja, fazia pregações e tal, e convencia a galera a doar uma boa grana pra ele. Vai pensando no que ele seria capaz.

E isso continuou por um bom tempo, nesse meio tempo, fez boas ações, como para justificar seu status de bom líder religioso. Adotou crianças, fez doações e foi até indicado pelo prefeito da cidade de Indiana para o cargo de (pausa dramática)……. diretor da Comissão de Direitos Humanos!

Depois de um tempo, a parada meio que estagnou, e ele veio até pro Brasil pra fundar umas “filiais” do Templo por aqui. Mas o povo lá nos “States” tava vendo com maus olhos esse “abandono” temporário do líder, e ele voltou rapidinho, e tudo ficou na mesma.

Bom, vendo que a parada da igreja tava sendo lucrativa, ele começou a pensar alto né:

“Tou enchendo a burra de dinheiro, vou começar a investir em algo que é o sonho de todo megalomaníaco líder visionário que cuida bem de seu séquito de fanáticos fiéis seguidores”

“Mas mestre, o senhor tá pensando em fazer o que, criar um país pra gente?”

Exato, vamos arrumar um terreno num lugar bem miserável de preferência e construir um lugar só nosso, pra fazermos o que bem entendermos lá. Para isso, só preciso que vocês continuem dando suas contribuições e vamo que vamo”

“Demorô, bora lá”

Foi mais ou menos isso que rolou, claro que tiveram vários fatos que ocorreram antes disso, como a perseguição dos conservadores (racistas) à Jim Jones, pois admitia negros em seus Templos, a mudança da sede para San Francisco e etc, mas não vem ao caso, se eu contar tudo aqui, o texto vai ficar quilométrico e não é isso que vocês querem, não é mesmo?

Voltando ao assunto. Criou-se então, em 1974 em uma selva na Guiana, a bela JONESTOWN, com a premissa de ser uma comunidade puramente comunista socialista, não permitindo, por exemplo, que nenhum membro da comunidade deixasse Jonestown.

Até aí beleza, mas foi aí que a coisa descambou, crianças.

Várias denúncias se seguiram, denúncias de maus tratos e abuso dos Direitos Humanos, e em 1978,  o congressista Leo Ryan, juntamente com uma delegação em 2 aviões, foram lá investigar pra ver qual era a da parada.

Chegando lá, foi uma verdadeira batalha. Um membro do Templo tentou esfaquear Ryan, e ele, juntamente com sua delegação, saiu voado de lá.

Ou tentaram fugir né, pois mal sabiam eles que o tio Jones tinha uma brigada de emergência, fortemente armada, claro. Que prontamente começaram a atirar nos invasores que iam em direção às aeronaves. Foi aí que ocorreu a merda.

Um tiro pegou no congressista, matando-o.

Aí o reverendo endoidou. Depois de ver a bosta que ele fez (e provavelmente de se drogar também, já que era viciado), chamou a galera num galpão (909 pessoas, mais ou menos) e fez sua última pregação.

Disse que o governo, juntamente com algumas seitas, estava tentando acabar com a liberdade deles, e transformá-los em facistas. Disse que os invasores que haviam entrado em Jonestown queriam estuprar suas crianças e matar a todos eles.

Mas você acha que o tio Jones não ia fazer nada pra proteger seu povo? Claro que ia.

“Já que tão querendo matar a gente, vamos frustrar eles, alguem tem um plano?”

“Po mano, a gente podia se matar, aí eles num iam ter quem matar e iam embora tristes pra casa, hehehe. Já pensou que doideira??”

“Boa idéia”

E foi isso que aconteceu (esse diálogo foi inventado viu, a idéia partiu dele mesmo)

Ele convenceu seus fiéis seguidores a tomar um suquinho natural com cianureto, só pra dar um gostinho especial. As crianças foram envenenadas por seus pais enquanto dormiam e como toda história tem um grande desfecho, Reverendo Jim Jones suicidou-se com um tiro na cabeça.

Foi assim, dia 18 de novembro de 1978, que terminou a história do tio Jones e seu sonho megalomaníaco.

Curtiram? deixem comentários aí.

 
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Publicado por em 05/03/2010 em Personalidades (Ou não)

 

O que você precisa saber para ser colorido?

Muita gente fica em dúvida (e até meio espantado) sobre a nova moda dos jovens playbozinhos de classe média alta do Brasil. E por não saber muito sobre esse novo estilo gay de se vestir acabam ficando por fora da moda. Mas não fique triste!!! Estou aqui para te salvar e te levar para um caminho mais colorido da vida (meio gay isso, mas como você vai observar no decorrer desse texto, não se pode ser muito macho pra seguir a nova tendência)

Coloridos

Olha só uma banda colorida

Vamos lá, O que você precisa saber para ser colorido:

Primeiro, quero falar um pouco sobre essa nova moda, o que é, que som curtem e tentar explicar como essa merda se espalhou igual uma praga entre os jovens que não tem o que fazer de cabeça aberta que vivem aqui no Brasil.

O que é?
Bom, quem tem mais idade aqui deve se lembrar dos Clubbers, certo? Pra quem não lembra/nunca teve curiosidade, os Clubbers eram jovens que frequentavam as primeiras raves lá pelos idos dos anos 90. Se vestiam com roupas coloridas, de modo que uma peça não combinasse de jeito nenhum com a outra, dando a impressão que eles se vestissem no escuro, com uma venda nos olhos colocando no corpo a primeira porcaria que aparecesse na frente.

“Opa, peraí. Ce tá me dizendo que a nova moda é ser Clubber?? Mas isso aí é coisa de véio” Cê me responderia.

Calma calma, o que os coloridos (vou chamar assim porque eu não cheguei a interrogar nenhum seguidor da nova moda pra saber se eles tem um nome pra isso) tem de diferente é só o tipo de som, mas em tese, sim, é exatamente e mesma porcaria.

Que som curtem?
Essa é fácil. Coloridos curtem Power Pop.

“Que porra é isso????”

Bom, até eu fiquei meio confuso com esse novo estilo de música, e fui procurar saber o que era, e digo uma coisa, se arrependimento matasse, eu nunca teria procurado no youtube as bandas que essas crianças desocupadas pessoas andam ouvindo.

Mas é tão ruim assim??? Que estilo musical nojento super inovador é esse???

Ao meu ver, não é nada mais que um pop estilo anos 90 com um sintetizador, um refrão pegajoso, e algum riff de 3 notas na guitarra. SÓ.

Bom, mas já que me faltam adjetivos pra classificar quão ruim são essas bandas, vou deixar vocês verem por sua conta e risco, mas não digam que eu não avisei, oks?

Tem duas bandas principais que fazem a cabeça dos coloridos por aí, que são o Cine e o Restart, só que eu só vou colocar o clipe do Cine porque tou sem paciência pra procurar o do Restart:

Pode perceber o estilo??? Curtiu??? Então siga os 4 mandamentos e seja um colorido você também:

1 – combine o máximo de peças de roupa diferentes que você puder;

Acredite, hoje em dia, segundo a nova moda, isso é bonito. Portanto, coloque uma calça amarela, um casaquinho roxo, uma camiseta rosa (essas cores, segundo a nova tendência, não são mais femininas, vai entender), um boné todo estampado com uns detalhes florescentes e um tênis gigante com um cadarço de cada cor. Não esqueça do óculos colorido também, não importa que cor seja (mas se for vermelho, melhor). Viu que beleza?

2 – Seja o mais magricelo possível;

Cê já deu uma olhada no povo que participa desse clipe que eu passei?? Se você não teve um ataque epiléptico com todas aquelas cores pipocando na sua tela, deve ter percebido que eles são muito magrelos. E ainda pra ajudar, usam as roupas da irmã de 5 anos, pra dar aquele famoso efeito da “Canela de Pardal”. Dá a impressão que se um indivíduo daquele tomar um tombo, desmonta na hora.

3 – Viva no Shopping

Que lugar melhor para você, colorido em fase de teste, andar sossegado chupando pirulito com seus amiguinhos (eu disse COM não disse DOS), enquanto olha as vitrines dando chilique porque viu uma calça roxa linda, mas o papai não emprestou o cartão de crédito? Esse paraíso existe, e é o shopping, habitat dos coloridos de todas as faixas etárias.

4 – Não ligue pras críticas

Olha, não é porque você usa roupas rosas apertadas, chapinha no cabelo e saia cantando “uooô uooooô” por aí, você seja gay. Muitos vão te malhar, mas se você é alegre assim, continue andando de mão dada,  beijando seus amiguinhos, e saltitando feliz ao som do Cine enquanto dá uma volta no shopping.

Não sei agora, mas na minha época, isso aí se chamava frescura, ou falta de surra, mas os tempos mudam né?

 
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Publicado por em 04/12/2010 em Devaneios

 
 
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