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Big Brother: Por que não ver?

Seguinte, mulecada, primeira postagem do ano e já vou começar logo chutando o cu. Então, essa semana agora, não sei que dia ao certo, estreou o Big Brother

Big Brother

Espiadinha é o caralho!

Vocês já devem ter percebido a enxurrada de postagens inúteis no Facebook, Twitter e Orkut (pro caso de algum leitor disso aqui viver à margem da sociedade e ainda utilizar essa rede social falida através do seu Pc da Xuxa), a respeito de qual o participante mais bonito, qual é a mais gostosa, quem vai pegar quem, quem é gay (além do apresentador) e essas coisas que eu poderia morrer tranquilamente sem saber.

Fato é que as timelines das redes sociais já estão infestadas de informações inúteis, tirinhas com memes, correntes, fotos com declarações de amor a Deus, fotos com setas apontando pro próprio avatar com uma frase que diz alguma coisa irrelevante sobre você sem ninguém ter perguntado absolutamente nada (se você coloca essas fotos com setas, pare, por favor, é sério!), fotos de bichos de estimação com alguma frase que era pra ser engraçada, e etc. Resumindo, já temos tudo isso, ainda precisamos de comentários sobre uma porra de um programa que usa pessoas consideradas bonitas pra prender a atenção de pessoas que não tem absolutamente nada pra fazer a não ser “espiar” a vida de 14 desocupados.

Detalhe muito importante: Big Brother não é um Reality Show!

Você deve estar se perguntando: “Por que diabos o Big Brother não é um Reality Show? A Globo diz que é, então é, poxa!”

Vamos começar fazendo um exercício de reflexão…

Você acorda 6 ou 7 horas da manhã (se não for um completo vagabundo, o que eu acredito que 90% de quem lê isso aqui, ou seja, 5 pessoas, não sejam vagabundas), toma banho, se arruma, toma café da manhã e pega o carro, ônibus, lotação, ou vai a pé mesmo pro trabalho, certo? Passa 10 horas dentro de um escritório, ou então exercendo uma outra função, como vendedor, professor, técnico de informática, policial, coveiro, o que seja. Depois disso, chega em casa, toma banho, come algo e vai descansar, ou em muitos casos, vai pra faculdade, curso ou algo do tipo, depois volta pra casa e desmaia. 

ISSO é realidade. Conseguiram perceber a diferença entre ESSA realidade e a “realidade” do Big Brother?

Como DIABOS podemos considerar “realidade” 14 pessoas sem talento algum pra nada dentro de uma casa o dia inteiro sem fazer nada. Acordam meio dia, botam suas sungas e biquinis e vão pra piscina. Falam umas merdas que não interessam pra ninguém. Depois disso almoçam, vão fazer exercícios, depois mais piscina, falam mal de mais alguém de novo, e a noite ficam sentados todos na sala esperando aquela merda de apresentador aparecer na TV pra falar frases estúpidas como “Boa noite, tripulantes dessa nave louca” entre outras pérolas. Quando ele some da TV, tem festa. Bebida, música, alguém passando mal de tanto encher a porra da cara, sexo embaixo dos cobertores e fim. No outro dia, a mesma coisa.

Vou te falar que essa realidade seria até legal se fosse minha rotina diária, mas não. Pra que eu vou querer acompanhar uma cambada de gente nojenta que eu nunca vi e nunca nem vou ver na vida fazendo tudo isso?

E o mais engraçado é quando tem votação pra eliminar e etc. As pessoas discutem, brigam, se xingam, gastam dinheiro votando “sério”, porque realmente vai mudar muita coisa na minha porcaria de vida se fulano ganhar 1 milhão de reais, afinal, ele merece né. Aí chega na eleição, que é uma coisa séria e realmente pode definir alguma coisa, toca o foda-se e vota igual a cara, já que “é tudo corrupto mesmo, não vai fazer diferença”.

Eu tenho um pouco de pena de quem acompanha Big Brother, porque a vida dessas pessoas deve ser tão vaga, chata e tediosa que até ver uma cambada de come-e-dorme coçando o saco o dia inteiro dentro de uma casa deve ser mais interessante.

Pô, vamos fazer alguma coisa nessa merda dessa vida, sei lá, se tiver sem opção, vai ler um livro, conversar com alguém, jogar Mario Bros, até postar tirinha de meme no Facebook é válido, já que alguém sempre acaba rindo, ao invés de acompanhar a “realidade” dura e desgastante de futuros modelos e futuras capas de revistas masculinas que não tem nada pra oferecer a não ser rostos e corpos bonitos segundo a porra dos padrões de beleza escrotos de hoje em dia. 

Pronto, era isso o que eu tinha pra falar. Até a próxima!

 
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Publicado por em 01/12/2012 em Devaneios

 

Conto: A goteira

Espantando as aranhas aqui desse humilde blog esquecido por deus (e pelo próprio dono), vou postar mais um conto que escrevi faz um tempo, mas só agora lembrei que tinha salvo aqui. Lá vai:

A Goteira

A Goteira

(Conto adaptado de lenda urbana norte-americana)

 

Mariana era acostumada a ficar sozinha em casa, só ela e Oswaldo, seu cachorro de estimação. Mas algo parecia errado.

Era uma menina que impressionava por sua personalidade forte. Devido ao trabalho do seu pai, que obrigava-o a ausentar-se de casa por um certo período, adquiriu uma independência que fazia com que ela diminuisse a necessidade de ter alguém por perto. Tinha 17 anos e era uma jovem muito bonita. Seus cabelos pretos combinavam com seus olhos expressivos e contrastavam com sua pele branca.

Seu pai, Marcos, trabalhava de motorista de ônibus em uma empresa que fazia viagens interestaduais e sempre deixava a filha sozinha por um tempo, afinal, tinha que fazer o papel de pai e mãe depois do acidente de carro que tirou a vida de sua esposa há 4 anos, deixando-o com a responsabilidade de criá-la e dar tudo o que fosse necessário à Mariana.

No começo, a menina estranhou, não conseguia dormir sem ter alguém por perto, mas Marcos não tinha com quem deixá-la, e por isso, comprou um cachorro pra fazer companhia à Mariana, que aos poucos foi se acostumando com a ideia de ter sempre Oswaldo ao seu lado nas noites solitárias.

O cachorro se apegou muito rápido à menina. Todas as noites, deitava-se embaixo da cama de Mariana. Ela dormia sempre com uma das mãos pra fora da cama, e Oswaldo, lambia a mão da garota. Ao sentir as lambidas e o hálito quente do animal, Mariana ficava confortada ao saber que não estava sozinha, e só assim conseguia dormir.

Naquela noite, porém, Oswaldo estava inquieto. Andava de um lado para o outro e parecia querer chamar a atenção de Mariana a todo custo. A menina, por sua vez, nem percebeu. Estava passando pelos canais da TV, e parou de repente em um noticiário local:

“Atenção! Ainda está foragido o assassino serial conhecido como “O açougueiro”. Usando uma faca, matou brutalmente cerca de 30 pessoas em 1 ano. Ele estava no presídio de segurança máxima desde novembro do ano passado, porém, sua fuga foi facilitada por um dos funcionários do presídio, que já se encontra detido. Cuidado ao sair à noite, ou receber pessoas em casa. Sabe-se que o fugitivo é um assassino cruel, por isso, todo cuidado é pouco.Qualquer informação que você tenha para ajudar na captura do foragido, ligue… ”

- Ah, besteira – Exclamou Mariana, trocando de canal e voltando sua atenção para o cachorro – E aí Oswaldo, já tá com sono?

Oswaldo agora encarava a janela do corredor, e farejava, como se algo estivesse errado, porém, a menina mais uma vez parecia não se interessar pelo que quer que estivesse chamando tanta atenção do cachorro.

Já eram 11 horas da noite e Mariana começou a ficar com sono. Foi até a cozinha beber um copo de leite, seguida por Oswaldo, que acompanhava sua dona, impacientemente. Mariana passou pelo corredor que ficava entre a sala e a cozinha e sentiu um vento frio. Era a brisa da noite que entrava pela janela aberta do corredor. Fechou-a e seguiu rumo a cozinha.

Ao abrir a geladeira, sentiu uma sensação estranha. Um arrepio na nuca, como se alguém estivesse a observando. Odiava sentir essa sensação, apesar de já ser algo frequente. Mas dessa vez era diferente, estava completamente em estado de alerta, mas não sabia porque. Oswaldo olhava-a sentado na porta da cozinha e Mariana podia jurar que ele estava triste, como se algo ruim fosse acontecer.

- Deve ser o sono – Pensou ela.

Bebeu seu leite, lavou o copo e guardou-o no armário. Apagou a luz da cozinha e olhou para Oswaldo, que ainda estava sentado na porta esperando por ela.

- Vamos dormir, Oswaldo? Tá tarde já né?  – Acariciou o cachorro saiu da cozinha, sendo seguida por ele.

Estava exausta. Geralmente não dormia cedo assim, mas o dia fora muito cansativo. Tivera provas na escola e trabalhos no cursinho. Odiava o cursinho, mas estava se preparando para concorrer a uma bolsa de estudos para o curso de veterinária na faculdade e esse era o único jeito de conseguir. Tinha que estudar muito

Gostava de conviver com pessoas, mas tinha muito mais jeito com animais e isso facilitou muito na hora de escolher que rumo tomar profissionalmente. Seu pai apoiava-a completamente e fazia de tudo para que sua filha não desistisse do sonho de se tornar veterinária. Em seu quarto tinha um aquário com peixes, uma gaiola com um hamster e a cama de Oswaldo, que ficava embaixo de sua cama. Sentia-se bem por ter seus animais de estimação por perto.

Oswaldo entrou no quarto e já se acomodava em sua cama enquanto Mariana ia ao banheiro escovar os dentes. Quando estava no banheiro, teve a impressão de ver, pelo reflexo do espelho, uma sombra passar pela porta. Lavou o rosto, fechou a torneira e repetiu para si mesma:

- Seu mal é sono, Mariana, tá na hora de dormir mesmo.

Deixava todas as luzes apagadas, gostava de deixar tudo escuro. Algo na escuridão da noite a confortava, sentia-se mais segura em dormir assim.

Correu os olhos pelo quarto na penumbra. Uma sensação estranha ainda a incomodava, mas tudo parecia estar na mais perfeita ordem, por isso, encostou a porta e foi direto pra cama.

Deixou a mão pendurada pra fora da cama, e ao sentir as lambidas de Oswaldo em seus dedos, não demorou a dormir.

Mariana tinha o sono muito leve, e, passado um bom tempo, algo a fez acordar. Era um barulho de algo pingando. Ping, ping, ping. Parecia uma torneira ou algo do tipo, e isso a incomodou.

- Deve ser a torneira do banheiro. Vou lá fechar senão não vou dormir nunca.

Levantou-se e foi até o banheiro. O barulho diminuira, mas ainda incomdava. Ping, ping, ping. Tonta de sono, fechou a torneira com força, cambaleou até o quarto e se jogou na cama. Deitou-se com a mão pendurada pra fora da cama e sentiu as lambidas em seus dedos. Adormeceu de novo.

Não demorou muito para acordar novamente, com o mesmo barulho de goteira. Ping, ping, ping. Tinha certeza absoluta que havia fechado a torneira do banheiro, era impossível ela ter aberto de repente. Levantou-se de novo e saiu do quarto.

Entrou no banheiro e olhou a torneira.Ficou curiosa:

- Engraçado, o barulho não é aqui. O chuveiro também tá fechado.

O barulho cessou, mas ela não voltou pro quarto. Ficou em pé na porta do banheiro por uns instantes, em silêncio, e a goteira novamente recomeçou. Mariana prestou atenção e constatou que vinha da cozinha.

Foi até lá, acendeu a luz e realmente a torneira da pia estava pingando um pouco, mas estranhou que aquele barulho tão baixo pudesse incomodar tanto. Fechou-a, apagou a luz da cozinha e voltou depressa para seu quarto. Já estava começando a perder o sono. Caiu na cama e estendeu a mão para Oswaldo. Sentiu a língua quente em sua mão e novamente adormeceu.

Não sabe ao certo por quanto tempo dormiu, mas acordou novamente. O barulho voltara.

Mariana levantou da cama, parou na porta do quarto e reparou que o que a incomodava estava relamente na cozinha. Estava brava e ao mesmo tempo curiosa. O que será que estava pingando agora?

Passou pelo corredor e sentiu uma corrente de ar passar por ela. Paralizou na hora.

- Ou eu tô ficando doida, ou eu tenho certeza que fechei essa janela aqui. Devo estar ficando doida mesmo, não é possível. Essa cursinho tá acabando comigo. – Reclamava Mariana, enquanto seguia para a cozinha.

Acendeu a luz e viu que a torneira não pingava mais, porém o barulho continuava. Franziu a testa e viu que, curiosamente, o barulho de pingos vinha de dentro do armário.

- Como não percebi antes? Acho que era o sono. O barulho vinha daqui o tempo todo, mas o que será? – Perguntou-se Mariana, e abriu a porta do armário.

A cena que viu deixou-a completamente horrorizada. Tentou gritar, mas não emitia ruído nenhum, tamanho era o pânico que tomava cada parte de seu corpo.  Dentro do armário encontrava-se Oswaldo. O animal estava completamente dilacerado, com um corte que ia do focinho até a barriga. Estava pendurado dentro do armário, enforcado em seu próprio intestino. O cheiro era forte, um misto de urina com sangue e entranhas, que fez Mariana sentir-se enjoada. O sangue escorria pelas patas do animal, pingando na base do armário. Ping, ping, ping. Mariana estava petrificada, não conseguia se mexer, e disse pra si mesma, entre soluços:

- É impossível, senti o Oswaldo lambendo minha mão agora há pouco.

Quando disse isso, ouviu passos no corredor. Virou-se e um homem gigantesco a encarava da porta da cozinha. Vestia a roupa laranja da prisão de segurança máxima e empunhava uma faca enorme na mão direita. Tinha cabelos desgrenhados, dentes amarelados e uma cicatriz pavorosa no rosto. Sorriu para Mariana entre a barba mal feita e suja, e disse, com uma voz grossa e intensa:

- Humanos também podem lamber, menina.

Um grito, e logo depois, o único barulho que se ouvia  na casa era o incessante pingar do sangue no chão do armário. Ping, ping, ping.

 
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Publicado por em 09/09/2011 em Contos

 

Preparem-se, o fim está próximo!

KABUMMM!!!

Fim do mundo, “profecia” maia, alienígenas. Sei que esses temas já foram sugados, chupados e já não tem nada mais produtivo pra extrair deles, mas como nada nesse querido site é produtivo, então bora dissertar sobre isso também. Bom, esses dias brotou uma notícia que deu ataque histérico em toda aquela galera que tá de saco cheio de tudo e quer que o mundo se foda logo de uma vez: ETs estão invadindo o mundo.

Pra quem é desinformado pra caralho e não sabe nem que a Amy Winehouse morreu depois de tomar um tiro na cabeça porque se negou a dar autógrafo a um norueguês maluco, eis a notícia dos ETs aqui.

Porra, acho que nego tá indo um pouco além do fanatismo aceitável pela sociedade, né? Porque não é possível alguém falar sério quando acha que uma merda duma pipa seja um ataque alienígena. Mas eu já tou querendo exigir demais né, já que teve gente achando que o ET Bilú era de verdade.

Até pra ser otário tem limite. Acreditar em ETs? Beleza vai, tem gente que acredita até em unicórnio. Mas acreditar que um cara com sotaque caipira escondido numa moita no interior de São Paulo (Ou sei lá onde foi essa porra), com uma meia calça na cabeça seja um “profeta alienígena” aí já é querer demais. Agora me diz, que diabos um ser iluminado de inteligência superior e conhecimentos avançados sobre o universo tava fazendo numa moita lá no cu do interior? Já que é tão inteligente, porque num caga dentro da própria nave, será que não tem banheiro?

Tá, antes que a galera venha na porta da minha casa com seus chapéus de papel laminado e suas armas à laser tentar me levar pra nave-mãe, tou nem aí. Mas tem gente pior que os fanáticos por extraterrestres. São os fanáticos por teorias apocalípticas.

O mundo sempre foi muito muito MUITO tedioso, porque desde que o homem começou a pensar, ele já tava cansado da porra toda e queria terminar com tudo. Sério, as teorias do fim do mundo provavelmente são mais antigas que o mundo em si. Nostradamus? Pff, se até na bíblia a galera chutava como seria o apocalipse, com direita a uma guerra Senhor-dos-Anéis-Style, até Nostradamus veio uma galera ainda tentando se livrar logo do planeta e apavorando os idiotas mais crédulos.

Aliás, bem antes da bíblia né. Os Maias, que viveram a um caralhão de anos antes da história toda de Jesus, provavelmente não tinham porra nenhuma pra fazer e passavam o dia e a noite toda olhando pro céu, e daí anotavam suas observações naquelas placas redondas gravadas com figuras de entidades com a língua de fora.

Aí o que aconteceu, certo dia um maia cuzão, que eu vou chamar de Zé Maia, tava sem fazer nada e pensou:

Pô mano, tou entediado, de ressaca, vou começar a anotar o período entre a hora que eu acordo e a hora que eu vou dormir, vou chamar isso de calendário. E botar um boneco de língua de fora no meio dessa merda, só pra enfeitar.

:P

E começou a anotar, fez a contagem de dias com períodos que imagino serem semelhantes ao conhecido atualmente e coisa e tal. Só que o que rolou? Depois de muito tempo anotando, provavelmente ele cansou daquela merda e deixou aquilo de lado, talvez por ter coisas mais importantes pra se preocupar, como por exemplo, os espanhóis estuprando suas mulheres, roubando seu ouro, escravizando e chicoteando seus parentes e pisoteando os bebês com as patas dos cavalos.

Agora vamos adiantar um pouco e chegamos no século XXI. Um arqueólogo (que provavelmente não tem nada a ver com a Angelina Jolie de shortinho e camisa molhada segurando armas e balançando os peitões) descobriu o calendário do Zé Maia e começou a comparar com o calendário gregoriano (que a partir do momento que foi elaborado pela igreja medieval, não merece muita credibilidade) e com o movimento das estrelas, planetas, cometa halley e tudo mais (que convenhamos, é uma besteira sem tamanho), e concluiu: A contagem para em 2012, ou seja, FUDEU.

Zé Maia, você é foda. Com uma parada provavelmente sem pretensão, cê conseguiu dar ideias pra galera fazer filme, escrever livro, compor músicas, se suicidar (porque aposto que muita gente vai se matar chegando em dezembro de 2012) e tudo mais.

Vai ter gente que vai falar: Pô, mas num é assim, o mundo tá acabando mesmo, tão ocorrendo mudanças, o clima é o mais quente em 50 anos e blá blá blá.

E eu pergunto:

Se é o mais quente em 50 anos, por que diabos a 50 anos atrás não tava essa histeria coletiva de fim do mundo e o caralho a quatro? Nego simplesmente ligava o ventilador, tomava um banho gelado e foda-se, fim do mundo porra nenhuma.

E ainda querem envolver ET na parada. Depois tem gente que diz que guerra entre anjos e capetas é muito fantasioso. Te contar viu.

 
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Publicado por em 07/26/2011 em Devaneios

 

Conto: La Méduse

Bom, acho que ninguém aqui sabe, mas eu tenho o hobby de escrever.

“Ahh, tá de brincadeira né? Se tu tem um blog, é ÓBVIO que tem o hobby de escrever, tonto.”

Mas o que muita gente não sabe é que eu curto escrever, de vez em quando, umas histórias de terror, como essa que eu tou postando agora.

Esse conto eu escrevi pra uma antologia de uma editora, só que não foi selecionado, talvez por ser uma merda, sei lá, mas eu curti, e resolvi compartilhar aqui no blog. Bora lá.

La Méduse

E o circo chegou!

Um alvoroço tomava conta da principal praça daquela pacata cidadezinha do interior de Minas Gerais. A cidade não tinha mais que 15 mil habitantes, e se mantinha basicamente de empresas mineradoras, atividade muito lucrativa na região, rica em minérios. Crianças corriam pra ver os coloridos e luxuosos vagões e carroças, seguidos por carretas, com as seguintes palavras escritas em francês: Le cirque des horreurs.

O objetivo da comitiva que esbanjava ostentação era realmente chamar a atenção de todos daquela pequena cidade para os espetáculos que começariam a ser exibidos dentro de poucos dias. E o clima festivo promovido pela chegada do circo já começava a contagiar boa parte dos habitantes da cidade. Foi o caso de Paulo.

Paulo não era um dos caras mais populares da cidade. Era tímido, envergonhado e curioso. Muito curioso. Era o que se conhece como nerd. Passava horas pesquisando sobre os mais variados assuntos, alguns sem a menor relevância, mas gostava disso para preencher seu tempo. Porém isso não atrapalhava em nada seu namoro com Marcela.

Marcela era uma menina bonita, tinha olhos claros e cabelo bem preto sobre os ombros. 19 anos, mesma idade de seu namorado. Muitos não entendiam o que ela via em Paulo, mas parece que essa “estranheza” era algo que atraía a menina, mesmo ela achando que seu namorado às vezes se perdia um pouco em seus pensamentos, e esquecia-se da vida.

Naqueles dias que sucederam a chegada do circo, Paulo andava eufórico, e Marcela estranhou, sentiu algo diferente nas atitudes dele, e quis saber o porquê. Encontraram-se em uma sorveteria perto do terreno baldio que serviria para hospedar o extravagante circo recém-chegado à cidade.

- Cê tá bem animado né amor? O que houve?

- Ué, o Le cirque des horreurs tá aqui, nunca ouviu falar dele? – Perguntou Paulo, fazendo um gesto com a cabeça em direção à lona que começava a se erguer.

- O circo né? Não, não pensei que era conhecido. Pra te falar a verdade, nem gosto de circos – Disse Marcela, se segurando pra não contar sobre seu medo de palhaços – Mas o que tem de especial nesse?

- Esse é o circo de Monsieur Jacques Laforet – Explicou Paulo, imitando um sotaque francês – Um francês maluco que diz possuir em seu circo as criaturas mais bizarras e fascinantes do mundo, capturadas nos quatro cantos do planeta. Não perco esse espetáculo por nada nesse mundo! Quer ir comigo, amor? Soube que vai inaugurar amanhã, às 11h.

- Tudo bem, o que eu não faço por você né? Disse Marcela, contrariada.

Conversaram sobre outras coisas. Faculdade, estágio, família. Mas a cabeça de Paulo viajava, e Marcela sabia exatamente sobre o que o namorado estava divagando.

- Então eu falei pra minha mãe… Paulo, você tá me ouvindo? – Interrompeu-se Marcela, olhando para o rosto de seu namorado.

- Ah sim, claro. Só tava pensando em algumas coisas aqui.

- Você tá mais concentrado nessa porcaria de circo do que em mim! Vou pra casa, amanhã a gente se fala. – Nesse momento, levantou-se e deixou Paulo sozinho, pensativo.

Já era tarde da noite, mas Paulo não conseguia dormir, rolava de um lado para o outro da cama. Estava ansioso, pois a grande estreia do circo era no dia seguinte. Só conseguia pensar nas criaturas bizarras e em todas as coisas diferentes que veria dentro daquela lona colorida.

Enfim, adormeceu. E teve o sonho mais estranho de sua vida.

Sonhou que estava andando num terreno muito grande, e não havia nada em volta, somente um grande vagão bem no meio do lugar. O vagão era pintado com as com as cores verde e vermelho, e se assemelhava aos vagões do Le cirque des horreurs, porém não era fechado como os do circo. Em uma lateral, lia-se “La Méduse”. Na outra lateral, havia uma abertura, por onde, através de um vidro, Paulo podia ver o que havia dentro.

Era uma menina com a pele estranha, pareciam escamas bem finas por todo o seu corpo. Usava uma camisola surrada, e uma máscara que cobria a parte inferior de seu rosto. Apesar de ser um sonho, Paulo podia ver claramente os detalhes. Seus olhos eram grandes e assustadores, e completamente negros, encarando o rapaz. De alguma forma, ficou contemplando a escuridão daquele olhar por um tempo. Parecia enfeitiçado.  Seu rosto tinha cicatrizes e minava sangue de pequenos cortes próximos aos olhos, dando a impressão que a criança chorava sangue. Em uma das mãos, tinha um facão enorme que reluzia o luar que entrava pelo vidro do vagão. Na outra mão, uma boneca sem cabeça.

O cabelo da menina tinha um movimento esquisito, parecia que tinha vida própria. – Muito estranho, pensou Paulo.

Correu os olhos então, pelo vagão, reparou no chão salpicado de sangue da pequena criatura e em um saco preto que jazia no outro extremo do vagão. O saco então começou a se mexer, chamando a atenção de Paulo. A menina correu desajeitada para abrir o saco preto, revelando cabelos pretos lisos e um rosto muito familiar para Paulo.

Era Marcela, que mantinha uma expressão calma ao sair do saco e ajoelhar-se, ficando de frente para a menina, que agora fixava os olhos nela. A criatura estranha largou a boneca, e sem tirar os olhos de Marcela, tirou a máscara, mostrando um queixo comprido e uma boca roxa, com dentes pontiagudos enfileirados, como os de um predador.

Paulo olhava a cena horrorizado. Tentava gritar, bater no vidro, mas nenhuma das duas parecia ouvir. Estavam se encarando por um tempo, e então, a menina se mexeu. Passou a mão nos cabelos de Marcela, desceu o dedo indicador, com a unha afiadíssima pintada com um esmalte vermelho descascado, por sua têmpora, até chegar ao queixo da moça. Marcela parecia paralisada, encarando fixamente os olhos da menina.

A criatura, então, forçou a cabeça de Marcela pra trás com violência, e começou a sorrir. O sangue que saía de seu rosto caiu sobre o rosto da moça, que ainda estava em estado de choque, agora com a boca aberta. A menina estranha virou-se para Paulo, que gritava desesperado, batendo os punhos contra o vidro, e deu uma gargalhada que subiu pela espinha do rapaz, arrepiando seus pêlos da nuca. Então, com um movimento rápido, a criança levantou o facão, que adquirira uma cor sinistra no vagão mal iluminado, e desferiu um golpe certeiro no pescoço de sua vítima, arrancando-lhe a cabeça com facilidade. O corpo de Marcela continuou ajoelhado por uns segundos, espirrando sangue por todo interior do vagão, sujando até mesmo o teto. O vidro logo ficou salpicado de sangue também, e Paulo pôde perceber que sua mão, que estava apoiada no vidro, agora estava suja de sangue também. Voltou a atenção para o vagão novamente, e agora, a menina o encarava de perto, com um brilho diferente em seus olhos sangrentos, e exibindo a cabeça de Marcela em uma das mãos. Nesse momento, Paulo acordou.

Abriu os olhos assustado, olhou no relógio e viu que dormiu demais. Já eram 10:45h, e dali quinze minutos, o Le cirque des horreurs faria sua primeira apresentação. Tudo bem que ficara muito impressionado com o sonho que acabara de ter, porém, sabia que não deveria ser nada demais. Tive esse sonho porque estou muito ansioso pelo circo, pensava Paulo, levantando-se e se trocando. Apanhou o telefone e ligou para o celular de Marcela.

- Amor, cê tá pronta? Perguntou ele, calçando os sapatos.

- Faz tempo, ia te ligar agora. Acabei comprando os bilhetes. Tô aqui na entrada te esperando.

- Ah, obrigado, tô saindo daqui agora.

Ao chegar à entrada do circo, viu Marcela. A moça estava impaciente. Sentia-se desconfortável com aquele ambiente circense, mas procurava não demonstrar ao namorado. Beijou-a, pegou seu bilhete, segurou em sua mão, e passou pela bilheteria. Não tinha fila, pois o espetáculo já havia começado e todos estavam sentados em seus lugares, apreciando o show. Viu de relance um vagão verde e vermelho, e se assustou com a semelhança com o vagão de seu sonho. Marcela puxou sua mão, e assim, adentraram no circo.

Sentaram-se em tempo de ver um número estranho, que trazia um malabarista corcunda, com o rosto horrivelmente deformado. Tinha marcas e vergões pelo corpo, que para Paulo, simbolizava maus tratos provenientes de um treinamento rigoroso. Ele saía-se bem, e parece que gostava de toda a atenção do público, pois retribuía todos os aplausos com um sorriso. Saiu de cena, e o apresentador do espetáculo e dono do circo, Monsieur Jacques Laforet, apareceu no meio do picadeiro. Com uma cartola e uma bengala com empunhadura de prata no formato de uma cabeça de leão. Parecia mancar. Sorria para todos, e parece que a plateia gostava daquele homem carismático, pois delirava a cada aceno ele. Começou a falar em um português arrastado e cheio de sotaque:

- Respeitável público. Venho trazendo para este espetáculo, as criaturas mais fantásticas e estranhas do mundo. Fiquem a vontade, e apreciem o show. Não tenham medo, alguns, por sua natureza e sua cultura diferentes, não se sentem confortáveis com os olhares de muitas pessoas. Alguns irão olhar para vocês e encará-los por um longo tempo. Mas não temam, apenas não olhem em seus olhos, e tudo ficará bem. Vocês acabaram de ver a apresentação de Johan, o malabarista corcunda alemão. Agora façam silêncio, por que o que vão presenciar agora é algo perturbador.

Marcela olhou para Paulo, apreensiva. Ele deu um beijo na testa da namorada e segurou sua mão.

O apresentador agora tinha um semblante sério, e mantinha o tom de voz mais baixo. Contava a história de sua próxima atração.

- Nas selvas do Congo, foi encontrada uma criatura primitiva. As tribos que habitam as redondezas dizem que são demônios que escaparam do inferno e perambulam pela mata fazendo vítimas e deixando um rastro de sangue por onde passam. – Fazia gestos com a mão, para prender o público, e não se ouvia um só barulho na plateia. – Em minhas jornadas em busca dessa fascinante criatura devoradora de homens, me deparei com uma em especial, que me fez isso.

Levantou um pouco a bainha da perna esquerda da calça, revelando uma prótese metálica que reluzia, refletindo os holofotes. Todos fizeram cara de espanto.

- Apresento a vocês, Le Congolaise Démon. – O homem se retirou mancando, dando lugar a um homem alto e forte de semblante selvagem. Na mão esquerda, empunhava um chicote com uma garra de metal na ponta, e na mão direita segurava uma corrente esticada, que sumia entre as cortinas atrás do picadeiro. Deu um puxão na corrente, e o Demônio Congolês apareceu.

Era um animal diferente de tudo que Paulo já tinha visto. Estava fascinado. Seu corpo era coberto por pêlos ruivos espessos, e protuberâncias redondas projetavam-se de sua espinha dorsal. Dava pulos, em direção à plateia, que olhava pasma para a criatura. Tinha um rosto parecido com um macaco, porém, sua expressão era de puro ódio.  Babava de raiva, e suas garras brilhavam, à medida que ameaçava os espectadores, fazendo gestos que dava a impressão que arrancaria o olho de alguém, se tivesse a uma distância menor. Frequentemente cuspia algo na direção da plateia, mas todos estavam tão distraídos que nem perceberam o que era. O monstro dava a volta no picadeiro, guiado por seu capataz. Chegou perto de onde Paulo e Marcela se encontravam, e cuspiu na direção dos dois. Marcela, curiosa, olhou no chão e viu o que o animal estava cuspindo, e ficou horrorizada, soltando um grito.

Era a ponta de um dedo humano em decomposição. Todos se voltaram pra ela, e a criatura se agitou mais ainda, obrigando o homem gigantesco a golpear com o seu chicote direto no rosto do Demônio, fazendo um corte profundo com a garra metálica da ponta. Do corte jorrava um sangue escuro brilhante, quase preto. O homem puxou a criatura pra fora, e logo voltou o apresentador, distraindo a atenção do público e arrancando mais palmas com o seu carisma.

- Quero ir embora, amor! Não quero mais ver isso! – Chorava Marcela. Porém Paulo acalmou-a, dizendo que já tinha passado, e que logo o espetáculo acabaria e iriam para casa.

O show de horrores durou mais uma hora, mostrando homens severamente queimados, com o corpo em carne viva e bocas costuradas faziam apresentações de mímica, crianças deformadas brincavam com gêmeos siameses, mulheres horrendas, com implantes de animais no lugar de membros amputados desfilavam, arrancando olhares horrorizados de todos da plateia.

E então, o apresentador voltou para apresentar seu último número. O famoso Grand Finale, que todo espetáculo deve ter.

- Na mitologia, uma criatura sempre me fascinou. Dizia-se que o simples olhar dessa mulher castigada pelos Deuses, transformava qualquer homem em pedra. Seus cabelos eram serpentes vivas, que possuíam o mais poderoso veneno entre todas as criaturas terrestres. Na história, ela foi morta por Perseu. Mas em minhas viagens, encontrei o covil dessa criatura e descobri que não era somente uma lenda. A Medusa é real, e hoje, apresento-a a vocês, mas lembrem-se, não olhem nos olhos dela. Tragam La Méduse!

A cortina do picadeiro, que estivera fechada durante todo o show, abriu-se, revelando uma cela de pedra, com barras de aço na frente, que foi empurrada para o meio do picadeiro.

Paulo enrijeceu na hora. Suava frio. Então o sonho foi real? A criatura que estava confinada na cela era idêntica a de seu pesadelo. Marcela olhava para Paulo, que estava completamente vidrado na menina estranha do picadeiro. Ela cutucou o braço do namorado, e chamou pelo seu nome. Sem resposta.

A criatura olhava no rosto de todas as pessoas do público, chorando sangue, porém ninguém retribuía o olhar. Só se atreviam a olhar para a criatura quando ela olhava para outro lado. A atmosfera do lugar ficou pesada, como se o medo tomasse conta do circo todo. Então, a Medusa fixou seu olhar em um lugar. Era o assento ocupado por Paulo, que encarava a criatura de igual pra igual. Estava paralisado. Marcela agora gritava, tentando puxar o namorado pela mão, mas ele não se movia.

De repente, Medusa agarrou duas das barras de ferro de sua cela, e com um movimento forte, afastou-as, abrindo caminho para escapar de seu cubículo. O desespero foi geral, todos saíram correndo em direção à saída do circo, acotovelando-se no mais puro pânico, enquanto o enorme capataz aparecia de volta em cena, com o chicote empunhado. Medusa voltou-se para trás, e fitou os olhos negros nos olhos selvagens do homem. O homem largou o chicote no chão, e caiu de joelhos, paralisado. Medusa deslizou a mão em direção ao pescoço do homem e com um só golpe de unhas, abriu um corte da garganta até a barriga do gigante, expondo suas entranhas e lavando o picadeiro com o sangue espesso do enorme homem. A criatura agora se voltava novamente para Paulo, que tinha seu braço puxado por Marcela, num esforço inútil de tirar o namorado dali.

- Parece que a Medusa já escolheu o companheiro dela pra hoje. – Disse uma voz atrás de Marcela. Virou-se e deu de cara com Monsieur Jacques. O homem, com um gesto brusco, golpeou a cabeça de Marcela com sua bengala, fazendo-a sangrar muito. Paulo parecia nem ligar, estava com o olhar fixo na criatura que agora caminhava rapidamente em sua direção.

- Vamos deixa-los a sós, mocinha. – Monsieur Jacques agora puxava Marcela, totalmente desorientada, pelo braço, arrastando-a. Atravessou o picadeiro puxando a menina e jogou- a na direção do Demônio Congolês, que estava preso no canto do picadeiro, aguardando com anseio por uma refeição oferecida por seu mestre. Marcela ainda gritava de desespero quando, com mordidas violentas, o animal arrancou sua perna esquerda sem fazer esforço. Devorou a moça por inteiro, não sobraram nem os ossos.

Paulo encarava os olhos negros de Medusa, ignorando os gritos de Marcela. Sentia uma tranquilidade naqueles olhos, uma tranquilidade que só poderia ser comparada com a morte. E estava certo que encontraria a morte se continuasse fascinado por aquele olhar intenso, mas não tinha escolha. Ela o tinha escolhido. E a ele, só restava se entregar ao encantamento fatal daqueles olhos pretos e sangrentos.

E então, Medusa, a um palmo de distância do rosto de Paulo, abriu um sorriso, e avançou sobre sua imóvel presa.

 
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Publicado por em 07/21/2011 em Contos

 

Termos de motor de busca

Bom dia.

Então, tava eu olhando as estatísticas desse pobre site esquecido pelo mundo e me deparei com uma opção que até então eu ainda não tinha percebido: Termos de motor de busca.

Motor de Busca

Pra quem não sabe o que é motor de busca, esse é um deles.

Pelo que eu pude apurar, essa opção te mostra termos que foram digitados em sites de pesquisa (Leia-se Gúgol, porque acho que ninguém mais usa outro site pra pesquisa né? Se tu usava o Cadê e agora usa Yahoo, se mate, ok?) e acabaram levando visitantes incautos a esse monte de besteiras agrupadas em postagens conhecido como “Filosofia Etílica”

O que me surpreendeu foi o tanto de besteiras que o povo pesquisa no Google, e mais surpreso ainda em saber que esse pessoal ávido por conhecimento inútil acaba caindo justamente aqui!

Esse vai ser um texto de utilidade pública. Já que tem tanta gente querendo resposta pras perguntas mais absurdas possíveis, então bora ajudar né, afinal, é pra isso que estamos aqui. Vou juntar as melhores perguntas e tentar respondê-las.

Vamos lá, essas perguntas aqui foram feitas ao Tio Gúgol essa semana, só essa semana. Tendo em vista que o blog tem quase 2 anos, imagina o que já apareceu por aqui.

Busca

Viu? Com imagens pra ver que eu não tou mentindo.

Primeira pergunta:

Como ser colorido?

Porra mermão, 6 pessoas pesquisaram isso no Google. Precisa de um guia pra aprender a ser colorido? É só botar uma peça de roupa de cada cor, só isso. Precisa de mais informação pra que?

Como simular conjuntivite?

4 pessoas pesquisaram isso, mas pô, é muito muito simples. Esfrega qualquer coisa que irrite seu olho a ponto dele ficar vermelho, quase fechado, lacrimejando e minando sangue e pus. Fácil fácil. Pode ser qualquer coisa, detergente, shampoo, perfume, molho de pimenta, óleo de mamona e coisas do gênero. Problema resolvido, próxima pergunta.

Banquinho de caixinha de leite da xuxa

Cara, não entendo como uma pesquisa dessas pode indicar algum texto meu, não consigo pensar em nenhum texto, nem sequer um parágrafo em que eu tenha me referido a algo parecido com isso. Sinceramente, essa pergunta eu não consigo responder, vai perguntar pra Xuxa, tá bom? Continuando.

Bicho parece com barata, meio escorpião, só que maior.

HEIN? Como isso? Tem um brother que trabalha aqui comigo que tem medo de barata. Acho que se eu falar que existe uma barata meio escorpião, só que maior, ele se joga da janela na hora.

Alguem já homenageou um irmão no dia do casamento com um carro de mensagem?

Tenho CERTEZA que não. É um ideia muito original. Garanto que seu irmão vai gostar muito, afinal, quem não gostaria de uma surpresa bonita dessas bem no dia do casamento? Pode fazer isso, não vai se arrepender.

Quero saber se é normal pessoas que curtem troca de casais

Puta merda, eu tenho certeza ABSOLUTA que nunca escrevi nada do gênero, pra atrair depravados pessoas desse nível ao meu blog que é um espaço muito familiar. Respondendo a pergunta: é bem normal sim, cara. Bem normal você querer dar umas madeiradas na mulher de algum brother, enquanto seu brother pega a sua mulher de jeito. É, vendo por esse lado, não é muito normal não. Mas sei lá né, cada maluco com sua mania.

Pijama de onça mãe e filha

Essa não é uma pergunta, não tem como responder, mas achei interessante esse termo aí ;D

Século 25, como as pessoas vão se vestir?

Cara, eu já ouvi falar de visual moderno, e tal e coisa, mas porra, aí já é muito exagero, século 25??? Pra que alguém, em sã consciência, iria querer saber como as pessoas do século 25 iriam querer se vestir, sendo que o mundo acaba em 2.012? (Não, eu não acredito nisso, dia desses eu disserto sobre o assunto) Detalhe: Século XXV (25, ok?) compreende os anos entre 2.401 à 2.500.

Como enganar uma prostituta?

Ah pára né? Sério mesmo? Pervertidos brotando aqui no meu blog e pervertidos pobres ainda, que isso! Porra, a moça tá trabalhando honestamente alugando o corpo (não vendendo, já que o cliente só usa por um certo tempo e depois devolve), e você ainda quer enganar a coitada? Que dica que tu quer que eu dê? “Pô cara, faz o seguinte, depois que tu torar a moça, fala pra ela que precisa ir no banheiro, e foge pela janela sem pagar”. Não, não vou dar um conselho desse, tenha vergonha nessa tua cara, rapá.

E é isso, a preguiça me impede de recolher mais pérolas trazidas pra cá por meio do nosso querido Tio Gúgol, mas essas já foram suficientes pra gente sacar mais ou menos qual o nível intelectual de uma parte da galera que usa a internet, né não?

Até a próxima!



 
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Publicado por em 04/15/2011 em Devaneios

 

Como perturbar a paz no transporte coletivo?

Pourra, já vai fazer (ou vão fazer?) 3 meses que não tem postagem nova. Tá na hora de tirar a teia de aranha dessa parada aqui.

Então, outro dia estava eu andando de ônibus, e notei uma situação que me irritou bastante. Não que eu só tenha notado esses dias, mas é que parece que eu já estava tão acostumado com isso que nem percebia mais, e como eu tava prestando atenção em tudo esses dias pra ver se arrumava um assunto pra escrever, comecei a notar que isso me deixa muito muito puto.

Não sei se é um problema só da minha cidade, ou do meu estado, mas aqui as pessoas decentes que utilizam transporte coletivo sofrem com uma praga que acredito que não vai se extinguir nunca: A escassez de fones de ouvido.

Alguns de vocês já deve ter percebido a situação. Você entra no ônibus, se acomoda em algum assento que não dê pra sentir muito o cheiro de urina do busão, e se prepara pra aproveitar a viagem, tentando se esquivar daquela velhinha que se senta ao seu lado e começa a reclamar do preço dos remédios, do salário mínimo, do marido que já não comparece, ou algo do tipo (engraçado que essas velhinhas sempre falam cuspindo, pra agravar mais a situação, mas tou divagando já).

Aí você já tá relaxado, encostando a cabeça no vidro cheio de baba de estranhos, e começa a ouvir um ruído. A princípio, parece ser um zumbido que não dá pra distinguir o que é, mas em poucos segundos, você percebe que aquilo provém de um aparelho de qualidade duvidosa, e consegue identificar até mesmo que tipo de “música” (geralmente funk, por isso as aspas, sacou?) está tocando.

MP15

Olha só que maneiro, tanta função né?

A reprodução de mídia com a finalidade de perturbar a paz no transporte coletivo é um fenômeno que ganhou muita força nos últimos anos, com a popularização dos MP10, MP30, MP94², que são aparelhos que tocam música, fazem ligações usando 9 chips diferentes ao mesmo tempo, tem TV, DVD, vídeo cassete, lanterna, morfador dos Power Rangers, e o principal para desempenhar sua função de atormentar a galera: um alto-falante escrotamente alto (mas de uma qualidade de som igualmente escrota). Acho engraçado o pessoal comprar um aparelho que deve custar uns 150 reais, por aí, e não ter míseros 5 contos (Disse CINCO contos) pra comprar um fone de ouvido vagabundo e não precisar obrigar todo mundo a ouvir suas sensacionais obras primas da música popular.

Teve uma vez que eu entrei no ônibus, e tinham não um, nem dois, mas TRÊS aparelhos tocando “músicas” distintas, tinha um tocando forró, outro tocando funk, e o terceiro tocando Luan Santana, imagina só. E as pessoas educadas que ouvem som alto no ônibus ficam motivadas quando vêem alguém batendo o pé no ritmo do som que tá tocando (sim, tem gente que além de não se incomodar, ainda parece que aprova esse tipo de distúrbio público) e aumentam ainda mais o som, para delírio do povo que volta do trabalho ou da faculdade cansado e quer uns minutos de tranquilidade.

Tem gente que faz pior, como tentar assistir TV com um aparelho desses em um ônibus de viagem as 11 horas da noite. Detalhe: Na estrada, onde não tem sinal nenhum! Ou seja, a pessoa consegue ficar 10 minutos procurando um canal que funcione, e enquanto isso, o ônibus inteiro tentando dormir, não consegue por causa daquele barulho característico de TV fora de sintonia.

Então, fica aqui um apelo: Se você for um desses sujeitos detestáveis que tem como hãbito praticar a tortura nos meios de transporte coletivo da sua cidade, toma vergonha nessa tua cara e compra um fone de ouvido, ou então se não tiver, desliga a porra do aparelho e vai tomar no cu tranquilo, firme?

Brigado.

 
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Publicado por em 04/12/2011 em Devaneios

 

Quando eu era estagiário…

E aí povo, bão?

Então, tava lendo esse texto aqui, e tive a idéia (ou ideia, maldita reforma ortográfica) de contar a minha primeira experiência “profissional”.

Como alguns de vocês aqui sabem, eu sou funcionário público, esse foi meu primeiro trampo MESMO (Muitos dizem: “Haha, então tu nunca trabalhou, muleque”, mas eu não respondo porque eu sou bem educado), mas antes disso, quando eu tava fazendo faculdade, eu era estagiário.

Eu entrei na faculdade com 18 anos recém-completados, logo depois de terminar o Ensino Médio. Aí passaram-se 2 meses e eu arrumei um estágio no CPID da Secretaria de Educação da Praia Grande (Não lembro o que significa a sigla CPID, só sei que termina com Inclusão Digital, por aí você já pode ter uma base do que seria meu trampo).

Então, a SEDUC (Secretaria de Educação, queridos leitores) da Praia Grande tinha laboratórios de informática em todos as escolas. E basicamente, o que eu fazia lá era tomar conta de crianças, evitando que os animais destruíssem os computadores, enquanto faziam tarefas muito complicadas e exaustivas, como por exemplo, digitar palavras no Word, ou “Desenho Livre” no Paint.

Cara, eis o que eu fazia: Chegava no estágio 7 horas da manhã (O que era foda, já que eu moro em São Vicente, e a porra da escola ficava a quase 1 hora de ônibus, quase no final da Praia Grande) e saía de lá 11 da manhã. Tínha uns horários de aulas mais ou menos assim:

7:30 – Primeiro Ano A

8:20 – Segundo Ano D

9:10 – Jardim II

10:00 – Maternal

A escola que eu peguei, por uma ironia do destino, era de Educação Infantil. Tá, eu tenho jeito com crianças, as crianças gostam de mim, e tal e coisa, mas porra, imagina aguentar por 4 horas, 40 crianças pequenas, enchendo teu saco, te chamando de tio, batendo com o teclado na cabeça do amiguinho do lado, xingando a menina do outro lado da sala de piranha, cuspindo no chão e esfregando a cara do amigo na baba, e olhar pra professora te encarando com a melhor cara de “Se fode aí sozinho”, é cruel demais.

Tinham salas boas, sempre tem aquela sala que entra todo mundo quietinho, em fila, sentam, e começam a fazer a tarefa porcamente planejada pela professora, que queria mais era largar os alunos comigo pra dar ideia no pedreiro que fazia a reforma da escola. Mas a maioria das turmas era assim:

Tava eu nos 10 minutos entre as aulas, arrumando as cadeiras, fechando as milhares de janelas que as crianças abriam, tirando os chicletes de dentro dos mouses, e essas coisa, quando ouvia um som que parecia uma manada de búfalos perto da porta. Uma gritaria infernal, e a professora tentando gritar mais alto ainda:

“Joãozinho, se tu não ficar quieto, eu vou te bater com um gato morto até miar! E o resto, cale a boque, e esperem o tio abrir a porta”

Quando os pequenos demônios ouviam o “tio” girar a maçaneta da porta, parecia que o pátio tava pegando fogo, e a única forma de se salvarem era se abrigarem o mais rápido possível no laboratório de informática. Era um inferno, aquele monte de pirralho gritando, e eu de pé, sem saber o que fazer, todo mundo me chamando, porque a professora parecia que tava ali de enfeite.

Fudi uma professora no estágio uma vez. Tínhamos que fazer um relatório de como eram as aulas e tal (por meio de um sisteminha MUITO porco, que servia também pra bater o ponto. Se o sistema falhasse – o que acontecia MUITO – tínhamos que ir na SEDUC pra justificar, senão perdíamos o dia), e me lembro de uma tia gorda que muitas vezes não ia nos horários marcados, porém quando ia, não conseguia controlar a mulecada (E nem tentava, ficava só olhando eu me fuder sozinho). Os muleques se matavam na aula, se pegavam de porrada mesmo, e deviam ter uns 4 anos. Tinha um chamado Marcelinho (NUNCA me esqueço dessa porra desse muleque), que parecia que tinha uma multidão de capetas dentro dele. Não parava quieto um minuto, e uma vez eu bobeei, e ele, sem cerimônia, levantou, pegou o banquinho que tava sentado e acertou com tudo as costas dum muleque remelento que tava sentado do lado. Imagina só, QUATRO ANOS, e já com essa marginalidade toda. Roubava as bolinhas do mouse (EXATO, mouses de bolinha, wow!) e daí tinha que ir o “tio” até a sala dele, pedir o objeto furtado de volta, tirar os pedaços de massinha que a essa hora já se encontravam por toda superfície da bolinha e olhar com uma cara de raiva pra gorda filha da puta que não cuidava das pestes direito.

Depois que o povo da SEDUC leu os relatórios, provavelmente ligaram pra diretora e essa, por sua vez, comeu-lhe o rabo. Mas foi uma comida tão bem feita, que ela pediu transferência de escola. Ninguém mandou ser uma vaca preguiçosa e apática.
Por problemas nos computadores, teve uma época que a sala não comportava o número de alunos das classes, e as classes chegavam, eu contava quantos alunos tinha, e se fossem muitos, não deixava entrar, por falta de máquinas. Eu rezava pra que as salas das pestes tivesse 40 alunos, mas tinham uns 15 ou 20, então, era uma das únicas salas que ainda tinham aula no laboratório.

Fiquei bastante tempo sem fazer nada, devido essas aulas canceladas, e em uma delas, eu tava lá assistindo um filme no pc, e do nada, eu dormi. Quando acordei, babando, olhei pro lado, e 2 caras da manutenção olhando pra mim e rachando o bico de rir. E eu mó sem graça né? Comecei a disfarçar e tals, mas aí o cara falou: “Relaxa, pega nada. Eu tou quase dormindo aqui também”.

Fiquei 1 ano no estágio, e por causa das minhas DP da faculdade, não renovaram meu contrato. Serviu bem o estágio, ganhava uma graninha mais ou menos, aprendi a ser MUITO tolerante com crianças, e hoje em dia eu meio que sinto falta de algumas turmas que eu tinha (inclusive algumas crianças chorando porque eu disse que ia embora quando tava acabando meu contrato, foi uma parada que me deixou bem derrubado), mas com certeza, não voltaria a fazer aquilo não.

PS: POR FAVOR, se alguém ainda ler isso aqui, vai ali na caixinha que tem embaixo da postagem, onde está escrito COMENTÁRIOS, e deixa um feedback. O que achou do texto, se foi bom, se foi uma bosta, alguma sugestão ou sei lá. Tá foda escrever isso aqui e não saber se tem alguém curtindo. Agradecido.

 
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Publicado por em 01/17/2011 em Devaneios

 

Os Malditos carros de mensagens

Tava eu esse domingo almoçando na casa do meu véio, e ele me deu uma ideia interessante pra um texto. E usando de toda minha técnica criminal investigativa paranormal, vou retratar essa ideia aqui.

Todo mundo sabe o que é humilhação né? Se eu pedir pra você imaginar uma situação humilhante, na hora você deve ter pensado: “Nossa, humilhação é ser amarrado pelado num poste, enquanto a escola toda ataca bolinhas de papel mijado no meio da sua cara”

Mas não, existe coisa pior. MUITO pior do que isso, e você sabe o que é?

Olha o tão temido carro aí

Carros de mensagens. Aí na sua cidade não tem esse tipo de constrangimento homenagem? Ah, não creio. Vou contar como funciona.

É o seguinte. Carros de mensagens são castigos do diabo pra infernizar a vida dos aniversariantes, constrangendo-os na frente de conhecidos e desconhecidos, causando um trauma pra vida inteira.

Pensa assim: Você tá lá tranquilão na sua casa, no dia do seu aniversário. Acaba de acordar, bota um chinelão, ainda tá usando aquela camisa furada e a calça do pijama (ou se você for um boiola ou uma menina fofa, um pijama de oncinha). Aí você ouve no megafone alguém te chamando na rua e toma um PUTA dum susto né. Quando você vai lá ver, tá um pessoalzinho da sua família que achou que seria bacana te expor pra vizinhança toda e te ridicularizar na frente de todos, e um carro todo enfeitado com motivos de aniversário/casamento/carnaval, com bexigas, confetes, serpentinas, um megafone de 500000W e a porra toda.

Aí de dentro do carro, que a esse momento já tá tocando uma música brega pra caralho, provavelmente Sonho de Ícaro do Biafra (ou algo do mesmo naipe), sai um cara com um microfone e começa a recitar uma mensagem previamente escolhida pela família ou por seu pior inimigo, seja lá quem contratou a palhaçada. A essa hora, com a barulheira infernal, toda a vizinhança sai de suas janelas e começam a olhar o rebuliço que aqui tá causando. Alguns carros de mensagens ainda levam travestis ou coisas que te humilhem ainda mais (se é que é possível).
Eu já vi um carro de mensagens uma vez num aniversário de casamento. Fizeram o marido vestir uma roupa de coração de pelúcia e se declarar pra mulher. O cara ficou mais vermelho que o coração de pelúcia. E quem armou a papagaiada toda tava se matando de rir, enquanto o motorista/DJ/animador da porra toda fazia sua melhor cara de filho da puta inocente enquanto o coitado do marido vestido de chambinho pagava um mico de proporções inimagináveis.

Chambinho

O cara tava vestido mais ou menos assim

Depois que passa a mensagem, e todos choram descontroladamente, seja de emoção (pouco provável), seja de tristeza (mais provável) ou seja de vergonha alheia (MUITO provável), o cara sai de dentro do carro com uns rojões e começa a disparar aquela porra, pipocando fogos pra tudo que é lado. Não basta só chamar a atenção, ele tem que incomodar o BAIRRO TODO com aquela merda daquele som escrotamente potente e aquela sessão precária de fogos barulhentos.
E é isso aí, fica a dica, queridos leitores. Se vocês querem humilhar alguém, e conquistar a inimizade e o desprezo de alguém pro resto de sua existência, contrate um carro de mensagens e seja feliz (ou não).

 
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Publicado por em 01/10/2011 em Devaneios

 

O Maior porre da minha vida

Porra, tá cada vez mais difícil escrever pra um blog hoje em dia, é tanto obstáculo que manter e escrever pra um blog se torna uma tarefa hercúlea, e é por isso que o povo acaba desistindo. Mas isso é assunto pra uma outra postagem.

Vamos dar prosseguimento aqui.

Todo mundo tem aqueles momentos em que lembra de uma coisa, e pensa: “Puuuutz, que merda que eu fiz, como isso pode ter acontecido?”. Seja por ter derrubado uma caixa de leite no chão, fazendo aquela cagada, ou por ter incediado acidentalmente o carro da sua mãe e jogado-o de cima de um barranco.

Então, tou aqui pra contar uma história dessas.

Vocês sabem como é festa de criança né? Sempre tem um lado do salão de festas destinado aos adultos, e outro lado do salão que fica dominado por aqueles capetas em forma de guri (mais conhecidos como crianças) que parecem que brotam dos bueiros pra festa de aniversário. É raro a gente conhecer todas as crianças que estão numa festa de criança. Sempre aparecem uns avulsos que ninguém sabe de onde surgiu, mas que passando alguns minutos, já tão chutando o aniversariante, derrubando refrigerante no chão e roubando brigadeiro da mesa.

Estava eu numa festinha de aniversário dessas, faz uns 2 anos. Era aniversário da minha prima, de 3, 4, 5 anos, não me recordo exatamente, e estava, óbvio, na parte dos adultos. Meu tio, pai da criança, tinha trazido pra festa um galão de não sei quantos litros de chopp, e sabendo disso, eu já tava até preparado. A festa estava bem bonita, até onde eu me recordo, tinha até gente servindo as mesas, uma galera vestido de personagem dos Backardigans, coisa fina mesmo.

Backardigans

Pra quem não sabe, essas porras aí são os tal dos Backardigans

Sentei-me à uma mesa e prontamente me serviram chopp. Como minha mãe me deu educação, eu não podia recusar né. Fui bebendo.

Olha, não me recordo ao certo quantas pessoas vieram falar comigo, o que essas pessoas falaram comigo, quem tava sentado na mesma mesa, quantos copos de chopp eu já havia tomado. Não me lembro mesmo, só lembro do garçom toda hora vir encher o copo, que nem dava tempo de esvaziar.

Fiquei lá sentado entornando o caneco por, não sei, umas 2 ou 3 horas. Aí você sente que já é hora de esvaziar um pouco a bexiga né? Começa a pesar o chopp na barriga, e eu me levantei.

Mano, pensa numa tonteira fora de série. Na hora que eu levantei, eu oficialmente fiquei bêbado. A bebida subiu toda de uma vez pro cérebro e eu cambaleava tal qual um gambá baleado por uma espingarda. Sério, eu mal conseguia ficar de pé.

Nessa hora veio a família toda amparar o pinguço, e me botaram sentado em uma cadeira NO MEIO da festa, com todo mundo olhando, família, garçom, criança, backardigans, tudo me olhando. Aí deu um enjôo, sabe como é né? E eu comecei a simular a cena daquele tão querido filme, O Exorcista. A impressão que eu tive foi que eu tava vomitando em 360 graus. Mais um pouco eu quase mandei uma rajada no patinho azul dos backardigans. Imagina só, quem você conhece na vida que já vomitou num backardigans? Poizé, ia ser uma situação única e inesquecível (principalmente pro pobre diabo que teria que limpar a fantasia com cândida depois)

No meio do povo falando, eu só distingui algumas vozes. Lembro da minha tia falando: “Nossa, ele tá verde, acho que nunca ficou assim não né?”. E minha mãe: “Filho da puta de menino, vai entrar em coma alcoólico”. E meu tio: “Haha, que coma o quê, o muleque só tá bêbado, deixa ele”.

Minha mãe e um amigo da família me carregaram até o banheiro depois de eu já ter feito o favor de lavar o salão de festas, porque eu ainda queria dar uma mijada. Minha bexiga não tinha esquecido que queria se aliviar. E eu fui carregado até o vaso mais próximo. Chegando lá, era um banheirinho de 2 metros por 2 metros, chutando alto. Imagina 2 adultos segurando um bêbado num banheiro desse tamanho. E foi aí que a coisa fedeu. Eu queria ao mesmo tempo mijar e vomitar, porque aparentemente ainda havia algo implorando pra sair do meu corpo, e eu comecei a fazer as 2 coisas ao mesmo tempo. O brother que estava junto ajudando minha mãe nessa tarefa ingrata, começou a passar mal, virou pro outro lado e começou a vomitar também, minha mãe, rindo pra não chorar, também não tava muito legal não.

Final de história, não lembro quem me levou até em casa, lembro só do meu irmão estar junto. Não lembro como subi as escadas do prédio. Só lembro de deitar na cama, ouvindo minha mãe me xingar, fechar os olhos e sentir que a cama estava num looping.

É isso aí, tomar um porre, todo mundo toma, quero ver quem é macho de encher a cara na frente da família toda, vomitar em cada centímetro quadrado do salão de festas decorados com bexigas coloridas e ao som da Xuxa.

Até mais, povo.

 
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Publicado por em 01/07/2011 em Devaneios

 

Saideira de 2010

Bom, última postagem do ano, quero agradecer de verdade quem leu meus textos, deu palpites, aprovou e reprovou. Agradeço também o pessoal que pelo msn sempre me cobrava por texto novo, e isso me motivava a continuar escrevendo. Valeu pela força.
Então, o ano tá acabando, e foi um ano bastante especial pra mim. Aprendi muita coisa no decorrer dele.

Aprendi que não há nada mais importante que família e amigos, porque quando a situação aperta, e você não tem pra onde correr, ou não sabe mais o que fazer, sempre vai ter alguém pra te dizer algo que te ajude, e isso não tem preço.

Aprendi que tem pessoas que aparecem de repente, e do nada se tornam tão indispensáveis que você não sabe mais o que fazer sem elas.

Aprendi também que você só aprende a dar valor pras pessoas que realmente importam quando você as perde. Esse é o jeito mais dolorido e eficiente de valorizar alguém.

Aprendi, acima de tudo, que você pode gostar de alguém de verdade, e se desapontar com a mesma pessoa mais ainda, mesmo que ela esteja a centenas de kilômetros de distância. A indiferença é a atitude mais cruel que alguém jamais pode ter com outra pessoa, mas pior que isso, é alguém te encantar e depois acabar com tudo, sem mais nem menos.

Aprendi que mesmo que te digam que não vale a pena, faça o que te faz feliz. Descubra por você mesmo o que é bom ou ruim. Quebre a cara, porque quando você olhar pra trás, não vai se arrepender de não ter pelo menos tentado.

Você pode ter lido o que eu escrevi aí em cima e pensado: “Mas peraí, como um ano em que acontecem coisas assim pode ter sido especial pra você?”

E eu te respondo:

“Se não acontecessem essas coisas, como eu aprenderia?”

Não tem forma mais legal que você passar por algumas coisas, ficar derrubado, depois levantar, olhar pra frente e ver que continua firme. Aí você pensa: “Se isso não me derrubou de vez, o que mais eu consigo aguentar?”

E a vida continua te mandando mais testes, e você supera todos eles. Essa é a graça da vida. Você aprende com seus erros e suas decepções até o momento em que esses momentos vão se tornando mais raros, e quando eles aparecem, você já sabe como lidar. Isso te faz forte.

E, terminando com um clichê, que venha 2011!

Abraços.

 
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Publicado por em 12/27/2010 em Devaneios

 
 
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